Textos Diversos

Viva o 35º Aniversário da fundação do PCTP/MRPP!

pctp-mrpp.jpgPassam, hoje, dia 26 de Dezembro, 35 anos sobre a fundação do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses. O PCTP/MRPP foi o herdeiro das tradições revolucionárias do Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado, criado em 18 de Setembro de 1970 com o objectivo de dotar a classe operária portuguesa de um partido de classe capaz de dirigir uma revolução que então desfraldava velas.

Nos pouco mais de seis anos transcorridos entre a criação do MRPP e a fundação do PCTP, a classe operária e demais trabalhadores dispuseram, pela primeira vez em Portugal, de uma organização comunista solidamente fundada nos princípios do marxismo-leninismo e que soube sintetizar a experiência revolucionária do movimento operário internacional, designadamente os imprescindíveis contributos do maoismo, realizando uma aplicação criadora de tais princípios às condições concretas da revolução portuguesa. Essa breve meia-dúzia de anos, entre 1970 e 1976, representou um daqueles momentos históricos que concentram em si décadas de confronto entre a revolução e a contra-revolução. Nesse período, o MRPP logrou estabelecer uma clara linha de demarcação com o revisionismo pequeno-burguês do PCP e com as falsas alternativas representadas por grupos neo-revisionistas e trotskistas, constituindo-se indiscutivelmente como o principal alvo dos ataques da burguesia e da contra-revolução, quer antes, quer durante, quer após a revolução de 1974/75.

Na fase de refluxo da revolução, que se abriu após a derrota desta, nos finais de 1975, o PCTP/MRPP logrou manter viva a chama da luta proletária em Portugal e soube preservar os princípios revolucionários que estiveram na base da sua fundação. Durante estes anos, vezes sem conta as classes dominantes anunciaram triunfalmente o fim do nosso Partido. Nos balanços e publicações dos historiadores encartados da burguesia, o MRPP e o PCTP foram sistematicamente apagados, num afã contra-revolucionário destinado a tentar eliminar até a simples memória histórica do que foram e representaram as nossas duas organizações. Ao mesmo tempo, na sua produção legislativa, teórica e informativa, a burguesia promovia (e promove) incessantemente a pretensa esquerda “respeitável” e “responsável”, o PCP e hoje o BE. Para os partidos do poder e da oposição parlamentar em Portugal, nunca deixou de haver um espectro, o MRPP, que simbolizava (e simboliza) uma transgressão e uma ameaça à sua ordem contra-revolucionária. Este é o melhor testemunho da justeza da linha política a que o nosso Partido sempre se ateve, pesem embora os erros, as hesitações e as inconsistências que em certos períodos se foram verificando na sua acção política revolucionária.

Hoje, o PCTP/MRPP enfrenta um dos maiores desafios da sua história, que é o de ser a direcção política de um combate extremamente duro e difícil que a classe operária e os trabalhadores portugueses estão a travar contra o imperialismo germânico e os seus fantoches em Portugal, os quais vão eliminando progressivamente as condições mínimas de sobrevivência de largos sectores da população trabalhadora e pretendem, à uma, desarticular o seu combate e aniquilar as suas organizações políticas de classe. A ocupação germano-imperialista, corporizada e simbolizada na troika, tem o seu instrumento principal num governo que se vai afirmando como um poder fascista, sem outra lei que não seja a do permanente golpe de Estado legislativo e constitucional e a da repressão policial sobre a luta popular e os dirigentes revolucionários.

A situação política de hoje volta a revestir as características daqueles períodos históricos decisivos, como o da primeira metade da década de 1970. Nas inevitáveis diferenças das condições e dos desafios que hoje se enfrentam, é possível discernir também notáveis semelhanças. Os inimigos políticos são os mesmos e idênticos são também os objectivos principais que os movem. A bandeira da luta pela semana das 40 horas volta a representar o principal objectivo político de unificação das lutas operárias. A Europa volta a ser o centro político das disputas entre os diversos poderes imperialistas e em Portugal podem ocorrer episódios decisivos da luta proletária pelo derrubamento da ordem capitalista e imperialista. Nesta situação, é urgente reforçar o PCTP/MRPP. Esta é uma tarefa dos seus dirigentes e militantes, mas é também uma responsabilidade dos elementos mais combativos e avançados das massas, os quais devem ousar aderir ao nosso Partido, como única organização capaz de levar à vitória o seu combate e as suas aspirações políticas revolucionárias.

VIVA O PARTIDO!

VIVA O MARXISMO-LENINISMO!

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Um redobrado empenho no estudo do marxismo, dos textos em que se condensa a experiência histórica das revoluções passadas e também daqueles em que se perspectivam novos combates pelo socialismo e pelo comunismo, constitui hoje um dever indeclinável de todos os revolucionários.

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Ribeiro Santos

A morte de Ribeiro Santos (durante uma reunião de estudantes contra a repressão fascista de Caetano, realizada em 12 de Outubro de 1972 na Faculdade de Ciências Económicas e Financeiras de Lisboa) constituiu um marco decisivo e de viragem no movimento popular e revolucionário contra a ditadura e a guerra colonial-imperialista que viria a atingir o seu auge em 1974.