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Sobre os Resultados Eleitorais

Os resultados eleitorais praticamente definitivos acabados de apurar merecem do PCTP/MRPP as seguintes considerações.

1. A abstenção atingiu uma percentagem superior à verificada nas últimas eleições legislativas – votaram apenas 56,89% dos eleitores inscritos, quando em 2011 essa percentagem foi de 58,86% -, o que significa que cerca de 4 milhões de cidadãos exprimiram por esta forma o seu repúdio pela política dos partidos do arco do poder.

2. A coligação de traição nacional PSD/CDS, embora tenha obtido o maior número de votos e de deputados, não logrou contudo alcançar a maioria absoluta, representando aliás não mais do que 22% do total do eleitorado e tendo perdido mais de 700 mil votos relativamente às eleições anteriores.

E ainda assim a obtenção daquele resultado, deve-o exclusivamente à actuação oportunista do partido dito socialista de António Costa que não apresentou qualquer ideia ou proposta alternativa à política de austeridade, de pagamento da dívida e de submissão aos ditames da Europa alemã levada a cabo pelo governo de traição nacional Coelho/Portas.

3. O partido socialista de Costa sofreu uma merecida derrota no seu objectivo de alcançar uma maioria absoluta, deixando claro que se prepara para viabilizar as medidas de empobrecimento e de roubo dos salários e das pensões impostas pela senhora Merkel e que continuarão a ser adoptadas por um governo formado pela coligação PSD/CDS.

4. A subida da votação alcançada pelo Bloco de Esquerda também não representará qualquer alteração radical da grave situação de miséria e de fome do povo trabalhador, visto que a alternativa que se propõem passa apenas pelo jogo parlamentar de alianças com o partido socialista, sem nunca pôr em causa a permanência de Portugal no Euro.

5. Relativamente ao PCTP/MRPP, importa referir que nunca como nestas eleições o Partido foi alvo de uma tão violenta e sórdida campanha de silenciamento, de discriminação e de soezes provocações por parte de uma imprensa e de escribas pagos por capitalistas e imperialistas estrangeiros, que perceberam perfeitamente qual o alvo a abater.

6. Muito embora não tenha alcançado o seu objectivo de eleger deputados – ainda que mantendo o essencial do seu eleitorado -, o PCTP/MRPP continuará a combater desde o início o governo de traição nacional que vier a sair destas eleições e a bater-se pela formação de uma ampla frente popular de unidade democrática e patriótica que conduza à formação de um governo de unidade democrático e patriótico, única forma de concretizar a saída do Euro e a criação do Escudo novo, resgatando assim a nossa soberania e independência nacional e viabilizando uma política de desenvolvimento económico, de emprego e de igualdade social.

Lisboa, 4/10/15


A Comissão de Imprensa do PCTP/MRPP

 

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