Bem vindo!

Após mais de quarenta anos de governação ou do PS ou do PSD, sozinhos ou coligados entre si ou com o CDS, Portugal é hoje um País completamente destruído, endividado, vendido a retalho e desprovido de qualquer independência ou soberania.

Em particular com os governos de traição nacional Coelho/Portas, fomos transformados num País de pobres e esfomeados (dois milhões e meio de portugueses vivem abaixo do limiar mínimo de pobreza e um terço das nossas crianças passam fome), de doentes sem assistência (mais de 1 milhão de portugueses não tem médico de família e sobretudo os mais velhos e os mais pobres não têm dinheiro para comprarem medicamentos), de desempregados (cerca de 1 milhão e 400 mil, ou seja mais do dobro das mentirosas estatísticas oficiais) e de emigrantes (todos os anos cerca de 130 mil portugueses, na sua maioria jovens, e jovens altamente qualificados, são obrigados a sair do seu País em busca de um meio de sustento).

Os sucessivos governos do PS, do PSD e do CDS entregaram todos os nossos melhores recursos aos países mais ricos da Europa e os dinheiros que vieram da União Europeia serviram foi para financiar o abandono dos campos e das minas, o abate das embarcações de pesca e a destruição da marinha de comércio e o encerramento das nossas principais indústrias. Por isso, Portugal é hoje um País que praticamente nada produz e tudo tem de importar.

Com o euro – que não passa do marco alemão disfarçado de moeda “europeia” e que é demasiado forte para uma economia como a nossa, tornando muito difícil exportar o pouco que produzimos e mais fácil importar que produzir cá – agravámos ainda mais essa situação de dependência e de endividamento. Mas sobretudo perdemos de todo a nossa independência, pois Portugal passou a não poder tomar nenhuma medida de natureza económica, financeira, monetária, fiscal ou orçamental sem a prévia autorização de Bruxelas e de Berlim.

O euro é assim um garrote da Europa alemã que nos priva da nossa soberania e da nossa independência nacional e de que temos de nos libertar criando a nossa própria moeda, o Escudo Novo! Fora o euro!

Devemos tomar conta dos Bancos, nacionalizando-os, pois até aqui temos é estado a pagar-lhes as dívidas apenas para eles serem de novo entregues aos capitalistas privados que os afundaram. O Escudo Novo deve estar criado e preparado para entrar em circulação no exacto momento da saída do euro, num primeiro momento com uma paridade de 1 escudo = 1 euro e operando depois uma desvalorização (provavelmente de cerca de 30%) que torne não só os produtos que exportamos mais baratos e mais competitivos lá fora como também mais vantajoso produzir cá dentro grande parte do que actualmente importamos.

As chamadas “políticas de austeridade” consistiram no corte dos salários e das pensões e no aumento dos impostos sobre quem trabalha ou já trabalhou uma vida inteira, passando directamente dos seus bolsos para os dos capitalistas e credores estrangeiros 6 mil milhões de euros por ano – um roubo e um saque nunca vistos!
A dívida – que tanto o PSD e CDS como o PS querem que seja o povo português a pagar, mas nunca dizendo como - atinge actualmente a astronómica quantia de mais de 225 mil milhões de euros e vence juros enormes em cada ano, os quais são em 2015 de 7,5 mil milhões de euros e chegarão em 2020 a 17 mil milhões! Trata--se de uma dívida verdadeiramente impagável, e que resulta de se ter transformado em públicas as dívidas dos bancos privados e os resultados das suas trafulhices financeiras.

O Povo Português deve repudiar essa dívida, pois não foi ele que a contraiu nem foi contraída em seu benefício!

Portugal tem perfeitas condições para ser um País progressivo e desenvolvido, em que dê gosto viver e trabalhar e em que haja futuro para os nossos filhos e os nossos netos. Mas para isso impõe-se correr com os traidores que nos desgovernam e impor um rumo totalmente novo para o País. Um rumo que nos devolva a independência nacional. e que garanta o emprego, o desenvolvimento económico e a igualdade social. Aproveitando a nossa excelente localização estratégica, de uma autêntica “centralidade atlântica”, e os nossos recursos naturais, a começar pelo nosso Mar (que tem uma área superior à superfície terrestre de toda a União Europeia), com a construção de uma fileira de portos atlânticos devidamente modernizados e apetrechados e uma rede ferroviária de alta velocidade, mista, de bitola europeia, ligando esses portos entre si e à Europa pela via mais directa (Vilar Formoso, Salamanca, Irún), Portugal pode perfeitamente ser a primeira e principal porta de entrada e de saída de mercadorias da Europa por via marítima, recriando toda a actividade económica relacionada com a actividade portuária, as indústrias de construção e reparação naval, da metalurgia e metalomecânica, da siderurgia e aciaria e das minas.

E quebrando com as amarras, os confiscos e as quotas da Europa alemã, o nosso país terá pescas e produção agrícola suficientes para alimentar todo o seu Povo.

É assim imperioso que todos os democratas e patriotas se unam para expulsar de São Bento e de Belém aqueles que nos têm sistematicamente enganado e traído e para constituir um Governo de Unidade Democrática e Patriótica que recuse o pagamento de uma dívida que não é do Povo Português, que imponha a saída do euro e a criação do Escudo Novo e que leve a cabo um plano de desenvolvimento da economia nacional e de combate ao desemprego e à pobreza.

O voto seguro e consciente para o alcançar é o voto no PCTP/MRPP, o partido que luta há 45 anos em defesa dos operários e dos pobres, que não vira a cara à luta, que não se cala e que diz as verdades que têm de ser ditas, que não se deixa corromper nem intimidar e que dá por isso a garantia de que nunca trairá quem nele confie.

Os deputados do PCTP/MRPP combaterão sem desfalecimento pela constituição do Governo de Unidade Democrática e Patriótica, pelo repúdio da dívida pública, pela saída do euro e pela criação do Escudo Novo para recuperar a nossa soberania económica, financeira, fiscal, monetária, cambial e orçamental.

Defenderão firmemente a Escola Pública gratuita para os filhos dos trabalhadores em todos os graus de ensino e a recuperação e reorganização do Serviço Nacional de Saúde gratuito e universal, desde logo com a revogação de todas as taxas moderadoras.

Lutarão sem descanso contra as medidas de austeridade, exigindo a devolução imediata de todos os cortes feitos nos salários e nas pensões dos trabalhadores e dos reformados, a redução do imposto sobre o rendimento do trabalho (IRS) com o retorno às taxas e escalões de 2010 e a revogação de todas as alterações ao Código do Trabalho, de aumento dos tempos de trabalho, de diminuição dos salários e de facilitação e embaratecimento dos despedimentos e da contratação precária.

Por todas estas razões, no próximo dia 4 de Outubro não deixe que outros decidam por si nem permita que os traidores continuem a destruir o nosso belo País!

Vote PCTP/MRPP!

 

QUEREMOS O ESCUDO NOVO!
EMPREGO, DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO, IGUALDADE SOCIAL,
INDEPENDÊNCIA NACIONAL!

 

Luta Popular on line

Aceda ao Luta Popular e fique
a par das últimas noticias:

Biblioteca Vermelha

Um redobrado empenho no estudo do marxismo, dos textos em que se condensa a experiência histórica das revoluções passadas e também daqueles em que se perspectivam novos combates pelo socialismo e pelo comunismo, constitui hoje um dever indeclinável de todos os revolucionários.

Entrar na Biblioteca Vermelha

 

Ribeiro Santos

A morte de Ribeiro Santos (durante uma reunião de estudantes contra a repressão fascista de Caetano, realizada em 12 de Outubro de 1972 na Faculdade de Ciências Económicas e Financeiras de Lisboa) constituiu um marco decisivo e de viragem no movimento popular e revolucionário contra a ditadura e a guerra colonial-imperialista que viria a atingir o seu auge em 1974.