Textos Diversos

PROCLAMAÇÃO AO POVO PORTUGUÊS

Greve Geral Nacional de 48 horas,
Pelo derrubamento do Governo Coelho/Portas!

Portugal é hoje, mercê das políticas da Tróica e do Governo de traição nacional Coelho/Portas, um país condenado e dilaceradopela fome, pela pobreza e pela miséria, pelo desemprego e pela emigração.

Greve Geral Nacional de 48 horas,
Pelo derrubamento do Governo Coelho/Portas!

Portugal é hoje, mercê das políticas da Tróica e do Governo de traição nacional Coelho/Portas, um país condenado e dilacerado pela fome, pela pobreza e pela miséria, pelo desemprego e pela emigração.

Na verdade, em três anos, as medidas de austeridade ditadas pelo FMI e pela União Europeia sob a batuta da chancelerina Merkel, e servilmente executadas pelo Governo PSD/CDS, destruíram meio milhão de empregos, roubaram dos bolsos dos operários mais de 400 euros e criaram dois milhões de pobres.

Todos os dias mais de três centenas e meia de portugueses, a maior parte deles jovens, e jovens altamente qualificados, vêem-se forçados a deixar a sua pátria em busca de sustento. Todos os dias há meio milhão de adultos que só consegue comer aquela magra refeição que as diversas instituições de solidariedade social lhes conseguem fazer chegar e cerca de um terço do total das crianças portuguesas passa fome. Todos os dias cresce o número de velhos e de doentes que não consegue pagar a renda de casa, as contas da água e da luz ou os medicamentos de que tanto necessitam. 

Ao fim destes três anos, os salários reais recuaram bem mais que uma década e o próprio salário mínimo nacional, ilegitimamente mantido desde 2011 em 485 euros (pouco mais de metade do de Espanha e de um terço do de França), vale hoje bem menos do que quando foi instituído pela primeira vez em 1974, no valor então de 3.300$00. A mortalidade infantil aumentou 30% e a população portuguesa, mercê da emigração forçada e da diminuição dos nascimentos, tem vindo a decrescer continuamente e a um ritmo que, a não ser invertido desde já, determinará que, em meio século, Portugal tenha perdido um quarto da sua população!

Todos os dias, traindo e rasgando uma e outra vez todas as promessas que fizera em campanha eleitoral para conseguir captar os votos que lhe deram a maioria absoluta nas eleições legislativas de 2011, o Governo PSD/CDS anuncia medidas ainda mais brutais e terroristas que as do dia anterior, e que consistem sempre na mesma ferocidade anti-popular: permanentes aumentos de impostos sobre quem trabalha ou já trabalhou uma vida inteira, mas diminuição dos impostos sobre os rendimentos dos capitalistas como o IRC; sucessivo roubo dos salários, das pensões e também do próprio trabalho, com os aumentos dos horários; cortes e mais cortes nos direitos laborais e sociais e nos sistemas de apoio aos mais necessitados e às principais vítimas da crise, como a Saúde, a Segurança Social e a Educação; progressivo encerramento de hospitais, centros de saúde, maternidades, estações dos correios, tribunais, repartições públicas, mas financiamento dos buracos da criminalidade financeira como os do BPN, do BPP, dos "swaps" e das PPPs (Parcerias Público-Privadas).

E não obstante a brutalidade e ferocidade de tais medidas - que, convém recordá-lo, foram suportadas na quase totalidade (mais de 85%) pelos trabalhadores por conta de outrem e pelos reformados e aposentados - a verdade é que a dívida pública portuguesa tem sempre crescido gigantescamente, havendo subido de 93,4% do Produto Interno Bruto, no final de 2010, para 140% em Junho deste ano, 140% esses correspondentes ao astronómico e impagável valor de 226 mil milhões de euros, ascendendo o montante anual dos juros a pagar por tal dívida a 9 mil milhões de euros!

Portugal é hoje um país sem qualquer soberania, sem independência, garroteado pela pertença ao euro. O qual significou a entrada duma moeda muito forte numa economia demasiado fraca como a nossa, e que tornou cada vez mais difícil exportarmos os nossos produtos e cada vez mais fácil importarmos em vez de produzirmos, destruindo assim o pouco que restava da nossa capacidade produtiva. Pelo euro, estamos impedidos de proceder a qualquer desvalorização da moeda que tornasse os bens que produzimos mais competitivos e dificultasse as importações. Também pelo euro, o nosso Banco Central está proibido de conceder empréstimos ao Estado, de fazer emissões controladas de moeda, para financiar investimentos produtivos, por exemplo, ou de fixar as taxas de juro mais adequadas.

Assim, importando cada vez mais e exportando cada vez menos, o resultado só poderia ser o que tem sempre sido desde a entrada de Portugal no euro: agravamento contínuo do défice da nossa Balança Comercial - cujo saldo negativo atingiu no 1º trimestre de 2014 o valor de 2.400 milhões de euros - e, logo, o sucessivo e imparável crescimento da dívida, com a imposição de novas e cada vez mais terroristas medidas de austeridade.

E em cada minuto que passa esta situação não pára de se agravar e cada vez mais desgraças se abatem sobre o Povo Trabalhador. É, pois, absolutamente necessário e, mais do que isso, cada vez mais urgente derrubar o Governo de Traição Nacional Coelho/Portas, pois que apenas com esse derrubamento será possível pôr termo à política de austeridade, empobrecimento e roubo em curso!

Mas é óbvio que tal governo não sairá de lá pelo seu próprio pé e que Cavaco Silva continuará a fazer tudo para o apoiar e sustentar. Também não cairá no Parlamento não só porque os partidos que o sustentam dispõem da maioria absoluta dos deputados como também porque vários dos partidos da oposição - porventura na esperança de que essa atitude lhes traga mais votos - não demonstram qualquer interesse real e efectivo no imediato derrubamento do governo.

Têm assim de ser os trabalhadores portugueses e todos os democratas e patriotas que amam o suficiente o seu país para dizerem "Basta!" de uma vez por todas a todo este roubo e devastação, que têm de se unir e de cumprir essa nobre e imperiosa tarefa de derrubar o governo e correr com os traidores à Pátria!

E como? Levando a cabo uma grandiosa e vibrante Greve Geral Nacional, de48 horas de duração. Que tenha por objectivo político muito claro o derrubamento deste Governo de Traição Nacional Coelho/Portas. Preparada atempada e meticulosamente. E levada a cabo com fortes e preparados piquetes de greve, com plena ocupação dos tempos e dos locais de greve, com a firmeza, a alegria e a convicção de quem sabe e quer sacudir com todos os jugos, tomar o seu destino nas próprias mãos e construir o seu futuro, dos seus filhos e dos seus netos! 

É preciso e é possível derrotar e expulsar os traidores à Pátria desde que todos os democratas e patriotas deste país se unam como uma rocha para lhes impor essa derrota!

Apelamos assim a todos os operários, a todos os trabalhadores, a todas as mulheres e todos os jovens, a todos os reformados e pensionistas, a todos os desempregados, a todos os intelectuais e pessoas da Cultura e da Ciência, a todos os Sindicatos e Centrais Sindicais, a todas as Fundações e Associações de direitos cívicos, a todas as Colectividades Populares, a todos os Partidos Políticos, forças e personalidades democráticas e patrióticas da vida política, sindical, cultural e social para que se unam, se empenhem e participem nesta grandiosa batalha pela Independência Nacional, pela Liberdade e pela Democracia que é a Greve Geral Nacional de 48 horas, para a qual adiantamos desde já a data dos próximos dias 6 e 7 de Novembro de 2014, com esse assumido objectivo do derrubamento do Governo de Traição Nacional Coelho/Portas!


VIVA A GREVE GERAL NACIONAL DE 48 HORAS
PELO DERRUBAMENTO DO GOVERNO DE TRAIÇÃO NACIONAL PSD/CDS!

VIVA A UNIDADE COMBATIVA DE TODOS OS DEMOCRATAS E PATRIOTAS!


O Comité Central do PCTP/MRPP

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