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Sobre a comunicação ao país do primeiro-ministro Passos Coelho - A única saída limpa é a saída de Portugal do Euro

A comunicação ao país sobre a chamada “saída do programa de assistência” celebrado com a tróica, que hoje foi proferida pelo primeiro-ministro Passos Coelho, merece do PCTP/MRPP a seguinte tomada de posição.

Depois de ter ido receber ordens da chefe do imperialismo alemão, Passos Coelho veio anunciar uma chamada “saída limpa” do programa de traição nacional assinado, em 2011, com a tróica.

Esta dita “saída limpa” significou, para já, um aumento brutal da dívida pública como resultado da constituição, em condições extremamente gravosas, de uma reserva financeira para pagamento do serviço dos juros e amortizações da dívida nos próximos doze meses.

Tal angariação de dívida para pagar dívida, e as condições em que ocorreu, acarreta custos para o povo português muito maiores do que o chamado “programa cautelar” previsto nos tratados europeus e é a mais cabal demonstração de que as contas públicas em Portugal estão hoje numa situação muitíssimo mais grave do que estavam quando o país foi ocupado pela tróica, há três anos.

A gravidade da situação é tal que, mesmo em período eleitoral, o governo PSD/CDS acaba de anunciar novos aumentos de impostos e contribuições sobre os trabalhadores e novos cortes nas pensões e nos salários dos funcionários públicos, pouco tempo depois de ter celebrado com o PS de Seguro um acordo para baixar os impostos sobre os capitalistas, cuja condição era a de que, não apenas não haveria novos aumentos de impostos sobre o povo, como haveria sim uma diminuição desses impostos.

As manobras e encenações que o Coelho e o seu governo agora praticam a pretexto da chamada “saída limpa” do programa assinado com a tróica, revelam apenas o enorme temor dos partidos que os sustentam quanto à derrota esmagadora que terão nas próximas eleições europeias.

Na declaração que hoje fez ao país, o lacaio Passos Coelho deixou pela primeira vez bem claro que a razão principal que levou à chamada da força de ocupação da tróica, em 2011, foi a de tentar obviar a uma situação que pudesse conduzir à saída de Portugal do euro.

Por mais voltas que dêem todos os serventuários do grande capital financeiro e do imperialismo germânico, torna-se cada vez mais difícil impedir que a questão da permanência ou não de Portugal no euro surja aos olhos de todos como a questão central na actualidade, à qual todas as outras se subordinam.

O euro é o instrumento principal da Alemanha e dos grandes capitalistas e banqueiros para roubar, escravizar e massacrar o povo trabalhador e para liquidar a soberania e a independência de Portugal.

De uma forma rápida e já muito visível, está a reforçar-se no país uma corrente política e social que já compreendeu que o euro é a causa principal da crise actual e que a saída do euro e a reposição de uma moeda própria, um novo escudo, é a principal medida que há que tomar para ultrapassar essa crise em benefício dos trabalhadores e do povo.

O PCTP/MRPP é o único partido que assume com clareza a exigência e a urgência da saída de Portugal do euro. Nas eleições de 25 de Maio para o Parlamento Europeu, é votando no PCTP/MRPP que pode e deve ser demonstrada a força do movimento popular que, através do derrube do governo de traição nacional PSD/CDS e da constituição de um novo governo democrático e patriótico, terá de concretizar, e quanto mais depressa melhor, esse objectivo vital para o nosso futuro como país e como nação livre, democrática e independente, que é a saída de Portugal do euro.

 

Lisboa, 4 de Maio de 2014

A Comissão de Imprensa
do PCTP/MRPP

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