Textos Diversos

26 de Dezembro de 1976 - Viva o 37º aniversário da fundação do PCTP

A 26 de Dezembro de 1976, culminando seis anos de luta com esse objectivo prosseguidos pelo MRPP, surgiu em Portugal o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP), um partido com uma linha política verdadeiramente revolucionária, assente na aplicação da teoria e doutrina marxistas à situação portuguesa.

A 26 de Dezembro de 1976, culminando seis anos de luta com esse objectivo prosseguidos pelo MRPP, surgiu em Portugal o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP), um partido com uma linha política verdadeiramente revolucionária, assente na aplicação da teoria e doutrina marxistas à situação portuguesa.

Linha política pela qual deram a vida os camaradas Ribeiro Santos e Alexandrino de Sousa.

O PCTP foi e continua hoje a ser reconhecido como um partido que, do ponto de vista da sua linha política e ideológica e da estratégia e táctica para o movimento operário, se demarcou e demarca com firmeza das correntes oportunistas, capituladoras e eleitoralistas que pretendem a cada momento atrelar os trabalhadores e a revolução às novas forma de opressão e exploração capitalistas.

Tal como ontem foi o único que ousou levantar-se contra a patranha e traição revisonista da aliança povo-MFA - que conduziu à derrota do movimento revolucionário que se seguiu ao golpe de estado do 25 de Abril de 1974 –, defendendo em seu lugar a aliança operária-camponesa, é agora também o PCTP o único partido que, desde o início da mais recente e grave crise do sistema capitalista em Portugal, definiu que a questão central que se coloca à classe operária para não ser esmagada pela contra-revolução é a do não pagamento da dívida e a tarefa política fundamental o derrubamento deste governo de traição nacional e a formação de um governo democrático patriótico, constituído e suportado por uma ampla frente de partidos, organizações sociais e movimentos políticos e personalidades democratas e patriotas.

Como sempre aconteceu ao longo destes seus 37 anos de vida, em que foi objecto de toda a espécie de ataques e provocações que visaram o seu isolamento e aniquilamento, mas nunca deixando, em resposta, de ser apoiado e seguido por um número crescente de operários e trabalhadores, o Partido vê hoje ser reconhecida como justa e cada vez mais acolhida pelas massas a consigna do NÃO PAGAMOS!

Importa agora saber dar corpo a esta política, mobilizando e organizando, por um lado, os trabalhadores em torno do objectivo político do derrube do governo e, por outro lado e simultaneamente, desmascarando e isolando as posições dos que teimam lançar ilusões quiméricas e totalmente suicidas no PS de Seguro, no presidente da república ou mesmo no tribunal constitucional, como fazendo parte de qualquer alternativa ou saída para a crise que ponha termo ao empobrecimento e brutal exploração dos trabalhadores e opte por uma política patriótica de desenvolvimento económico do país.

Nunca é de mais evidenciar de novo a grande lição que enforma a vida e luta do PCTP e do MRPP – sem uma ideologia revolucionária não pode haver um movimento revolucionário!

A luta é dura mas os comunistas e os operários não vergarão!

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Um redobrado empenho no estudo do marxismo, dos textos em que se condensa a experiência histórica das revoluções passadas e também daqueles em que se perspectivam novos combates pelo socialismo e pelo comunismo, constitui hoje um dever indeclinável de todos os revolucionários.

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Ribeiro Santos

A morte de Ribeiro Santos (durante uma reunião de estudantes contra a repressão fascista de Caetano, realizada em 12 de Outubro de 1972 na Faculdade de Ciências Económicas e Financeiras de Lisboa) constituiu um marco decisivo e de viragem no movimento popular e revolucionário contra a ditadura e a guerra colonial-imperialista que viria a atingir o seu auge em 1974.