Notas à Imprensa

Sobre a comunicação de Passos Coelho

Tratou-se de um discurso provocatório e chantagista de alguém que se assumiu como um ditadorzeco que, para satisfazer os interesses dos grandes grupos financeiros representados pela Tróica, não hesitou em defender que a Constituição devia estar suspensa ou que, a haver alguma interpretação dela, só se for concordante com a política de traição nacional deste governo.

Tratou-se de um discurso provocatório e chantagista de alguém que se assumiu como um ditadorzeco que, para satisfazer os interesses dos grandes grupos financeiros representados pela Tróica, não hesitou em defender que a Constituição devia estar suspensa ou que, a haver alguma interpretação dela, só se for concordante com a política de traição nacional deste governo.

Em resposta a um acórdão do TC que, apesar de tudo, sancionou as medidas mais gravosas e terroristas (designadamente as relacionadas com o genocídio fiscal), Passos Coelho ameaçou, em termos vingativos, com a adopção de outras medidas ainda mais terroristas para liquidar os mais elementares direitos dos trabalhadores nas empresas públicas e nas áreas da saúde, das prestações sociais e da educação.

Ao contrário do que pretendeu Passos Coelho, o povo português nunca apoiou uma única das medidas que este governo tomou em obediência aos ditames da Tróica e apenas dirigidas aos rendimentos de quem trabalha.

E, por isso, é inútil tentar agora envolver o povo português no aproveitamento oportunista de uma decisão do Tribunal Constitucional que, em todo o caso, não representou uma reprovação radical da política de traição nacional e de empobrecimento brutal levada a cabo por este governo.

Contra este discurso chantagista e ameaçador, torna-se agora mais imperioso derrubar este governo, dispensando-o, assim, até de ter de explicar seja o que for à Tróica sobre as consequências do acórdão do TC.

Cada vez se torna mais claro que sem a suspensão do pagamento da dívida e a saída do euro – que só um governo democrático patriótico poderá levar a cabo – o povo português nunca se livrará da miséria, da fome e do desemprego que este governo ameaça prolongar eternamente.


Lisboa, 7/04/2013

A Comissão de Imprensa
do PCTP/MRPP

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