Ribeiro Santos

No 30º, aniversário do assassinato do camarada Ribeiro Santos

O povo não esqueceu, nem jamais esquecerá!

O alcance e significarão reais do assassinato do camarada Ribeiro dos Santos por um esbirro da Pide no dia 12 de Outubro de 1972 têm sido, ao longo do tempo, objecto de varias tentativas de distorção ou recuperação, em particular por parte de um sector de oportunistas que, já nada tendo ver com os ideais da revolução, não querem ser definitivamente desmascarados.

Na passagem do 30º, aniversário da morte do nosso camarada, tombando no campo de batalha contra a repressão fascista, a guerra colonial-imperialista e o sistema capitalista, não deixa de ser oportuno relembrar alguns aspectos mais esquecidos que continuam, contudo, a ter cada vez mais actualidade.

É importante, desde logo, salientar que o assassinato do camarada Ribeiro dos Santos em 1972, não constitui apenas mais um episódio sangrento e brutal do impetuoso movimento estudantil e popular antifascista e contra a guerra colonial, mas, muito mais do que isso, veio a representar um ponto de viragem decisivo daquela luta, marcando a irreversibilidade do derrube do regime fascista.

Em todo o caso, o significado político mais relevante do dia 12 de Outubro de 1972 é o de naquele dia ter dado a vida pela revolução e pelo comunismo o primeiro marxista - leninista português.

Na verdade, não foi por acaso ou acidente fortuito que as balas atiradas para o ar - na versão oficial do regime - pela pide tenham atingido precisamente um militante da Federação dos Marxistas leninista (FEML), organização do MRPP para a juventude estudantil.

MRPP, que havia nascido dois anos antes em ruptura teórica, ideológica e organizativa com o revisionismo e demais correntes oportunistas.

Tal como assinalava a Resolução do Comité Lenine (Comité Central do MRPP)Todos os quadros são servidores do Povo, aprovada logo após o assassinato de Ribeiro dos Santos - aquele facto encontra as suas raízes no género de resposta que o nosso movimento dá á questão teórica e prática mais urgente que se põe ao proletariado português na hora actual, a saber; qual é a linha política e organizativa que a classe operária deve seguir, nas condições concretas da revolução portuguesa, para criar o seu próprio partido e como deve de ser levar á pratica essa linha?

Ribeiro dos Santos, que pela mesma Resolução adquiriu a qualidade de quadro do MRPP, sobre encarnar e personificar de forma sublime e heróica, como marxista - leninista, a nova linha politica e ideológica revolucionárias introduzidas pelo MRPP, bem como os novos métodos de direcção e actuação prática que passaram a galvanizar e mobilizar para a luta anti-colonial, anti-imperialista e pelo socialismo grandes massas de jovens e um numero crescente de operários, soldados e marinheiros e democratas.

Foi esta nova forma de agir e de lutar que começou a lançar o pânico na burguesia como classe dominante, e não apenas no seu sector mais retrógrado então no aparelho de Estado.

Por outro lado, o comportamento heróico e glorioso do camarada Ribeiro dos Santos nas circunstancias concretas em que ocorreu, representou ainda um devastador desmascaramento das posições conciliatórias e traidoras do P"C"P de Barreirinhas Cunhal no que respeitava á luta pelo derrubamento do regime fascista, posições essas que nunca deixaram de caracterizar o percurso daquele partido revisionista.

Numa altura em que se regista um enorme desenvolvimento a nível mundial da luta contra o imperialismo hegemónico norte-americano e se impõe um crescente combate conta os seus governos lacaios; num momento em que, nesse contexto, cabem especiais responsabilidades aos marxistas-leninistas portugueses na direcção correcta de uma estratégica e táctica revolucionária e na adopção de métodos e direcção adequados, o exemplo bolchevique de Ribeiro dos Santos ganha hoje uma enorme actualidade. Em particular á luz dos valiosos ensinamentos que, mesmo no contexto histórico em que ocorreu, continua e continuará a transmitir.

 

 

HONRA À MEMÓRIA DO CAMARADA RIBEIRO SANTOS!

 

Outubro de 2002

 

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Ribeiro Santos

A morte de Ribeiro Santos (durante uma reunião de estudantes contra a repressão fascista de Caetano, realizada em 12 de Outubro de 1972 na Faculdade de Ciências Económicas e Financeiras de Lisboa) constituiu um marco decisivo e de viragem no movimento popular e revolucionário contra a ditadura e a guerra colonial-imperialista que viria a atingir o seu auge em 1974.