Bem vindo!

Honra ao Camarada Alexandrino!

José Alexandrino – Ribeiro Santos,
O mesmo combate!

Hoje mais um filho do povo, mais um camarada nosso, foi cobardemente assassinado por cerca de 60 rufiões da mafiosa U“DP” – ORP “C”“ML” e por certo de outras organizações da mesma índole.

O camarada Alexandrino, juntamente com mais cinco camaradas, respondendo ao Apelo à Esquerda, procedia à colagem de cartazes para transformar o 12 de Outubro – dia do assassinato do heróico camarada Ribeiro Santos – numa gigantesca manifestação de força da Linha Vermelha do nosso Partido.

Cercados, os nossos camaradas recusaram arrancar a propaganda que haviam acabado de colar, resistindo valentemente às bárbaras agressões de que foram vítimas.

Perante um tão grande comportamento, perante a demostração de tamanha força política e moral, ante o espírito de partido afirmado, coisa nunca vista nas suas hostes mafiosas – os neo-revisionistas arrastaram os camaradas para o rio, em cujas águas revoltas pereceu José Alexandrino de Sousa director interino do órgão central da FEML, usando na organização o pseudónimo de António.

O nosso camarada não morreu em vão. O seu exemplo vai contribuir para unir toda a esquerda dentro e fora do nosso Partido afim de esmagar a contracorrente reaccionária que expressa precisamente os mesmos pontos de vista políticos e ideológicos dos seus verdugos. O seu sacrifício é uma contribuição importante para a fundação do Partido e foi isso que em desespero de causa levou estes bandidos a assassiná-lo. Bandidos que o povo não tardará esmagar com as suas próprias mãos.

O camarada Alexandrino não morreu em vão, o seu exemplo de autêntico comunista vai trazer às nossas fileiras um número crescente de filhos do povo prontos a pegar na bandeira vermelha que ele agitou.

 

Luta Popular nº 113
Sexta-feira, 10 de Outubro de 1975  

Luta Popular on line

Aceda ao Luta Popular e fique
a par das últimas noticias:

Biblioteca Vermelha

Um redobrado empenho no estudo do marxismo, dos textos em que se condensa a experiência histórica das revoluções passadas e também daqueles em que se perspectivam novos combates pelo socialismo e pelo comunismo, constitui hoje um dever indeclinável de todos os revolucionários.

Entrar na Biblioteca Vermelha

 

Ribeiro Santos

A morte de Ribeiro Santos (durante uma reunião de estudantes contra a repressão fascista de Caetano, realizada em 12 de Outubro de 1972 na Faculdade de Ciências Económicas e Financeiras de Lisboa) constituiu um marco decisivo e de viragem no movimento popular e revolucionário contra a ditadura e a guerra colonial-imperialista que viria a atingir o seu auge em 1974.