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Comunicado da FEM-L

Às 4 horas da madrugada de hoje, dia 9 de Outubro, no Terreiro do Paço, em Lisboa, foi assassinado da forma mais vil e traiçoeira e cobarde o nosso querido camarada Alexandrino de Sousa (António), militante da Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas, organização do MRPP para a juventude comunista estudantil, Director do jornal “Guarda Vermelha”, órgão central da FEML.

Este assassinato foi levado a cabo por um bando armado de cerca de 60 contra-revolucionários do miserável grupelho ORP“C”-U“DP”, que planeou e executou um cerco a 6 camaradas que afixavam cartazes de convocatória para as comemorações no próximo dia 12, do terceiro aniversário do assassinato fascista-revisionista do camarada Ribeiro Santos.

Após toda a espécie de provocações e espancamentos com os quais essa corja de renegados social-fascistas julgava poder submeter os nossos camaradas, esses contra-revolucionários, tomadas de furor e impotência perante a linha vermelha do nosso Movimento lançaram ao rio, junto aos Cais das Colunas, todos os camaradas, enquanto, de forma sádica, assistiam da muralha ao afogamento do camarada Alexandrino, que os restantes camaradas faziam todos os esforços para o salvar.

O corpo do camarada Alexandrino veio mais tarde a ser retirado, do fundo das águas e um camarada simpatizante do nosso Partido encontra-se neste momento hospitalizado.

Este assassinato não é um acidente, não acontece por acaso, tem um significado profundo e representa para a classe operária e para o povo uma esclarecedora lição.

O corajoso, abnegado e firme camarada Alexandrino foi assassinado pela contracorrente reaccionária. A contra-revolução perante o avanço impetuoso da Revolução que é a corrente principal, vê-se na necessidade de lançar, no campo desta, uma contracorrente reaccionária que visa desviar a Revolução, desmobilizá-la e desorganiza-la de forma a que a contra-revolução se possa abater sobre a classe operária e o povo em luta. É assim que a contra-revolução confiou a um grupelho de traidores lacaios do partido social-fascista de Barreirinhas Cunhal, confiou a mesma função que a Pide aliada aos revisionistas cumpriu assassinado o heróico camarada Ribeiro Santos, faz precisamente agora três anos.

O camarada Alexandrino foi um bom quadro, estimado por todos nós e pelas massas da juventude estudantil de Lisboa, em particular na faculdade de Direito onde as massas estudantis o elegeram para a Direcção da Associação dos Estudantes e o Comité Revolucionário de Estudantes, pois era conhecido de todos a sua combatividade que tantas vezes demonstrou nas lutas contra a polícia de choque fascista e na firmeza bolchevique que opôs às torturas da Pide nos seus três meses de luta em Caxias, após a sua prisão em 13 de Dezembro de 1973.

O Comité Estrela Vermelha - Ribeiro Santos exprime a dor de toda a FEML à família do nosso querido camarada e conclama a juventude estudantil a cerrar fileiras para vingar sua memória.

Lisboa, 9 de Outubro de 1975 - 8 horas.

Comité Estrela Vermelha – Ribeiro Santos

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Ribeiro Santos

A morte de Ribeiro Santos (durante uma reunião de estudantes contra a repressão fascista de Caetano, realizada em 12 de Outubro de 1972 na Faculdade de Ciências Económicas e Financeiras de Lisboa) constituiu um marco decisivo e de viragem no movimento popular e revolucionário contra a ditadura e a guerra colonial-imperialista que viria a atingir o seu auge em 1974.