Lenine - Que Fazer?

Que fazer? IV-3- Os métodos artesanais dos economistas e a organização dos revolucionários

 

e) A organização de "conspiradores" e o democratismo

 

     E é justamente isso que temem acima de tudo aquelas pessoas muito numerosas entre nós cujo "senso das realidades" é extremamente desenvolvido, e que acusam os que apoiam o ponto de vista aqui exposto de aferrar-se à opinião da "Narodnaia Volia", de não compreender o "democratismo" etc. Devemos deter-nos nessas acusações, que o Rabótcheie Dielo naturalmente também apoiou. O autor destas linhas sabe muito bem que os "economistas" de Petersburgo já acusavam a Rabótchaia Gazeta de se entregar ao "narodnolismo" (o que é compreensível, se comparada à Rabótchaia Mysl). Por isso, absolutamente não nos surpreendemos ao saber através de um camarada, pouco depois do nascimento do Iska, que os sociais-democratas da cidade X... o chamavam de órgão do "narodnolismo". Tal acusação, evidentemente, constituiu para nós um elogio, pois qual é o social-democrata digno desse nome, que os "economistas" não tenham acusado de "narodnolismo"? Essas acusações são originadas por duplo mal-entendido. Em primeiro lugar, a história do movimento revolucionário é tão precariamente conhecida entre nós, que é taxada de "narodnolismo toda a ideia referente a uma organização de combate centralizada e que declare resolutamente a guerra contra o czarismo. Mas a excelente organização revolucionária de 1870-1880 que deveria servir de modelo a todos nós, não foi criada pelos partidários da "Narodnaia Volia", mas pelos adeptos de "Zemlia i Volia", que em seguida se cindiram em partidários do "Tcherny Perediel" e em narodnoltsy. Portanto, ver numa organização revolucionária de combate uma herança específica dos "narodnoltsy" constitui um absurdo lógico e histórico, pois qualquer tendência revolucionária, ainda que vise pouco seriamente a luta, não poderia prescindir de uma organização desse género. O facto de serem tentados a atrair todos os descontentes para sua organização e de orientá-la para uma luta decisiva contra a autocracia não constituiu o erro, mas, sim, o grande mérito histórico dos "narodnoltsy". O erro dos "narodnoltsy" consistiu em terem-se apoiado sobre uma teoria que, no fundo, não era de forma alguma revolucionária, e em não terem sabido, ou podido, ligar indissoluvelmente o seu movimento à luta de classes no seio da sociedade capitalista em desenvolvimento. E só a mais grosseira incompreensão do marxismo (ou,  uma "compreensão" à maneira do "struvismo") podia conduzir à crença de que o nascimento de um movimento operário de massa espontâneo nos liberta da obrigação de criar uma organização revolucionária tão boa, ou incomparavelmente melhor, do que a do "Zemlia "Volia". Pelo contrário, é esse movimento que nos impõe precisamente essa obrigação, pois, a luta espontânea do proletariado não se transformará numa verdadeira luta de classe do proletariado enquanto não for dirigida por uma forte organização de revolucionários. Em segundo lugar, há muitos - e ao que parece também B. Kritchévski (Rab. Dielo, n.º 10, p. 18) - que interpretam erradamente a polémica sobre a posição dos sociais-democratas contra a concepção da luta política como "conspiração". Combatemos e sempre combateremos a limitação de luta política às dimensões de uma conspiração, mas isto não significa absolutamente, como se pensa, que neguemos a necessidade de uma organização revolucionária forte. Assim, na brochura mencionada na nota, encontra-se ao lado da polémica contra aqueles que desejariam restaurar a luta política como uma conspiração, o esboço de uma organização (apresentada como a ideal dos sociais-democratas) bastante forte para poder "recorrer à insurreição" e a qualquer "outra forma de ataque", "a fim de dar um golpe decisivo no absolutismo". Considerando apenas a forma, essa organização revolucionária num país autocrático pode ser qualificada como organização "conspirativa", pois o segredo é-lhe absolutamente necessário e indispensável, a ponto de todas as outras qualidades (número de membros, escolha dos membros,  funções etc.) deverem ajustar-se a isso. Seríamos, portanto, muito ingénuos se nós, sociais-democratas, receássemos ser acusados de criar uma organização conspirativa. Semelhante acusação também é lisonjeira para qualquer inimigo do "economismo", tal como a acusação de "narodnolismo". Ouviremos, porém, a objecção de que uma organização tão poderosa e tão estritamente secreta, que concentre nas suas mãos todos os fios de acção clandestina, organização necessariamente centralizada, poder lançar-se num ataque prematuro demasiado facilmente e poder estimular de forma imprudente o movimento, antes que este se torne possível e necessário pelos progressos do descontentamento político, pela força da efervescência e da exasperação da classe operária etc. A isso responderemos: falando de maneira abstracta, evidentemente não seria possível negar que uma organização de combate pudesse empenhar-se irreflectidamente numa batalha, que pode terminar em derrota o que, noutras condições, não aconteceria. Mas, no caso, é impossível restringir-se a argumentação a considerações abstractas, pois todo o combate implica possibilidades abstractas de derrota, e não há outro meio de diminuí-las senão preparando-se sistematicamente para o combate. E se a questão é colocada sobre o terreno concreto da situação russa de hoje, chega-se à conclusão positiva de que uma organização revolucionária forte é absolutamente necessária justamente para dar estabilidade ao movimento, e preservá-lo da possibilidade de ataques irreflectidos. Mas é porque nos falta essa organização e o movimento revolucionário espontâneo faz rápidos progressos,  que se observa o aparecimento de dois extremos opostos (que, como é lógico, "tocam-se"): um "economismo" completamente inconsistente e com a prédica da moderação, ou então um "terrorismo excitativo" não menos inconsistente, buscando "provocar artificialmente os sintomas para colocar um termo ao movimento, num movimente que progride e se fortalece, mas que ainda está mais perto, do seu ponto de partida do que do seu fim". (V. Zassoulitch, Zaria n.º 2-3, p. 353). O exemplo do Rabótcheie Dielo mostra que existem sociais-democratas que cedem diante desses dois extremos. Isto nada apresenta de surpreendente, pois, abstraindo as outras circunstâncias, "a luta económica contra os patrões e o governo" jamais satisfará um revolucionário, e os extremos opostos sempre aparecerão, aqui ou ali. Apenas uma organização de combate centralizada que pratique com firmeza a política social-democrata e, por assim dizer, que satisfaça a todos os instintos e aspirações revolucionárias, está em condições de preservar o movimento contra um ataque irreflectido e preparar outro que prometa o êxito. Em seguida, ser-nos-á colocada a objecção de que nosso ponto de vista sobre a organização está em contradição com o "princípio democrático". Da mesma forma que a acusação precedente apresenta uma origem especificamente russa, esta apresenta um carácter especificamente estrangeiro. Apenas uma organização sediada no estrangeiro (a "União dos Sociais-Democratas Russos") podia dar à luz, entre outras, a seguinte instrução: "Princípio de organização. No interesse do bom desenvolvimento da união da social-democracia, é conveniente sublinhar, desenvolver, reivindicar o princípio de uma ampla democracia na organização do Partido, o que se tornou particularmente necessário pelas tendências antidemocráticas que se revelaram nas fileiras de nosso Partido" (Dois Congressos. p. 18). Veremos no capítulo seguinte como o Rabótcheie Dielo luta contra as "tendências antidemocráticas" do Iskra. No momento, examinaremos mais de perto esse "princípio" colocado pelos "economistas". O "princípio de uma ampla democracia" como todos provavelmente concordarão, implica duas condições expressas: em primeiro lugar, a publicidade completa e, em segundo, a eleição para todas as funções. Seria ridículo falar de "democratismo" sem uma publicidade que não se limitasse aos membros da organização. "Chamaremos ao partido socialista alemão uma organização democrática, pois tudo aí se faz abertamente, até as sessões do congresso do partido; mas ninguém qualificará de democrática uma organização encoberta pelo véu do segredo para todos aqueles que não são membros. Por que então colocar o "princípio de uma ampla democracia", quando a condição essencial desse princípio, é inexequível numa organização clandestina? Esse "amplo princípio", no caso, é apenas uma frase sonora, porém oca. E ainda mais. Essa frase atesta uma incompreensão total das tarefas imediatas em matéria de organização. Todos sabem que, entre nós, a "grande" massa dos revolucionários guarda mal o segredo. Vimos com que amargura B.v se queixa, reclamando com justa razão uma "selecção rigorosa dos membros" (Rab. Dielo, nº6, p.42). E eis que as pessoas que se vangloriam do seu "senso das realidades" vêm sublinhar numa situação semelhante, não a necessidade de um segredo rigoroso e de uma selecção severa (portanto, mais restrita) dos membros, mas o "princípio de uma ampla democracia"! É o que se chama "meter os pés pelas mãos". Em relação ao segundo critério do "democratismo", o princípio electivo, as coisas não são melhores. Nos países onde reina a liberdade política, esse factor existe por si mesmo. "São membros do partido todos aqueles que reconhecem os princípios do seu programa e apoiam o partido na medida de suas forças", diz o primeiro parágrafo dos estatutos do partido social-democrata alemão. E como a arena política é visível a todos, como o palco de um teatro para os espectadores, todos sabem pelos jornais e assembleias públicas se essa ou aquela pessoa reconhece ou não esses princípios, apoia o partido ou a ele se opõe. Sabe-se que tal militante político teve este ou aquele início, teve esta ou aquela evolução, que num determinado momento difícil da sua vida se comportou de determinada maneira, que se distingue por estas ou aquelas qualidades; além disso, todos os membros do partido podem, com conhecimento de causa, eleger ou não esse militante para um determinado posto do partido. O controlo geral (no sentido restrito da palavra) de cada passo dado por um membro do partido na sua carreira política cria um mecanismo que funciona automaticamente, e que assegura o que em biologia se denomina a "sobrevivência do mais apto". Graças a essa "selecção natural", resultado de uma publicidade completa, da elegibilidade e do controlo geral, cada militante é "classificado no seu lugar", assume a tarefa mais apropriada às suas forças e capacidades, arca ele próprio com todas as consequências das suas faltas, e demonstra diante de todos que capacidade tem de tomar consciência das suas faltas e de as evitar. Tentem encaixar esse quadro na moldura de nossa autocracia! Seria possível entre nós, que todos aqueles "que reconhecem os princípios do programa do partido e o sustentam na medida das suas forças", pudessem controlar cada passo dado pelos revolucionários clandestinos? Que todos fizessem uma escolha entre estes últimos, quando o revolucionário é obrigado, no interesse do trabalho, a esconder aquilo que realmente é de nove entre dez pessoas? Se reflectíssemos um pouco no verdadeiro sentido das frases grandiloquentes lançadas pelo Rabótcheie Dielo, compreenderíamos que o "amplo democratismo" da organização do partido, nas trevas da autocracia e sob um regime de selecção policial, "não é senão uma futilidade prejudicial, pois, de facto, nenhuma organização revolucionária jamais aplicou, nem poderá aplicar, apesar de toda a sua boa vontade, um amplo "democratismo". É uma futilidade prejudicial, pois as tentativas para se aplicar de facto o "princípio de uma ampla democracia" apenas facilitam o grande número de detenções que a polícia realiza, perpetuam o reinado do trabalho artesanal, desviam o pensamento dos práticos da sua séria e imperiosa tarefa, que é, "proceder à educação de revolucionários profissionais, para a redacção de detalhados estatutos" burocráticos sobre os sistemas de eleição. Apenas no estrangeiro, onde frequentemente se reúnem homens que não têm possibilidade de realizar um trabalho útil e prático, é que se pode desenvolver essa mania de "brincar ao democratismo", sobretudo em alguns pequenos grupos. Para mostrar ao leitor como é indigna a maneira de proceder do Rabótcheie Dielo, que prega esse "princípio"' aparentemente verdadeiro que é o "democratismo" no trabalho revolucionário, mais uma vez recorreremos a uma testemunha. Essa testemunha, E. Serbriakov, director da revista Nakanune, em Londres, mostra nitidamente uma fraqueza pelo Rabótcheie Dielo e uma aversão acentuada por Plekhanov e seus "plekhanovianos";  nos seus artigos sobre a cisão Nakanune tomou resolutamente o partido do Robótcheie Dielo e derramou uma onda de palavras desprezíveis contra Plekhanov. Por isso é que o seu testemunho sobre essa questão nos é tão precioso. No artigo intitulado "A Propósito do Apelo do Grupo de Auto libertação dos Operários" (Nakanune, n.º 7 Julho de 1899), E. Serebriakov, observando a "inconveniência que havia em levantar as questões de prestígio e de primazia no chamado areópago  de um movimento revolucionário sério", escrevia, entre outras coisas: "Mychkine, Rogatchev, Jehabov, Míkhailov, Perovskaía, Figner e outros nunca se consideraram dirigentes. Ninguém os elegeu ou nomeou e, no entanto, eram chefes, pois, tanto em período de propaganda como em período de luta contra o governo, assumiam o trabalho mais difícil, iam aos lugares mais expostos, e a sua actividade era a mais proveitosa. E essa primazia não era o resultado dos seus desejos, mas da confiança dos camaradas que os rodeavam,  na sua inteligência, na sua energia e no seu devotamento. E seria muita ingenuidade temer um areópago, qualquer que seja, (e se ele não for temido, por que fala nisso?) que dirigisse autoritariamente o movimento. Então, quem lhe obedeceria?" Perguntamos ao leitor: Qual a diferença entre um "areópago" e as "tendências antidemocráticas"? Não é evidente que o princípio de organização aparentemente verdadeiro do Rabótcheie Dielo é tão ingénuo quanto inconveniente? Ingénuo, porque o "areópago" ou as pessoas com "tendências antidemocráticas" não serão obedecidas sinceramente por ninguém, desde o momento que "os camaradas que os cercam não tiverem confiança nas suas inteligência, energia e devotamento". Inconveniente, como procedimento demagógico que se aproveita da vaidade de alguns e da ignorância de outros no que respeita ao verdadeiro estado de nosso movimento, da falta de preparação e ainda da ignorância da história do movimento revolucionário. Para os militantes do nosso movimento, o único princípio sério em matéria de organização deve ser: segredo rigoroso, escolha rigorosa dos membros, formação de revolucionários profissionais. Reunidas essas qualidades, teremos algo mais do que "democratismo": teremos uma confiança plena e fraternal entre revolucionários. Ora, esse algo a mais é-nos absolutamente necessário, pois, entre nós, na Rússia, não seria possível substituí-lo pelo controlo democrático geral. E seria um grande erro acreditar que a impossibilidade de um controlo verdadeiramente "democrático" torna os membros da organização revolucionária incontroláveis: de facto, estes não têm tempo de pensar nas formas pueris de "democratismo" ("democratismo" no seio de um núcleo restrito de camaradas entre os quais, haja plena confiança), mas percebem com muita clareza a sua responsabilidade, e além disso sabem pela própria experiência que, para se livrar de um membro indigno, uma organização de verdadeiros revolucionários não recuará diante de qualquer meio. Além disso, existe entre nós, no meio revolucionário russo (e internacional), uma opinião pública bastante desenvolvida, que tem uma longa história e castiga com rigor implacável qualquer falta aos deveres de camaradagem (ora, o "democratismo", o democratismo verdadeiro e não pueril, é um elemento constitutivo dessa noção de camaradagem!). Levando tudo isto em conta, compreenderemos como esses discursos e resoluções sobre as "tendências antidemocráticas" exalam o cheiro a porão característico da emigração,  com as suas pretensões ao generalato! É conveniente notar, além da ingenuidade, uma outra fonte desses discursos: a ideia confusa que se faz da democracia. A obra do casal Webb sobre os sindicatos ingleses apresenta um capítulo curioso sobre a "democracia primitiva". Os autores narram aí que os operários ingleses, no primeiro período de existência dos seus sindicatos, consideravam como condição necessária da democracia a participação de todos os membros em todos os detalhes da gestão dos sindicatos, não só todas as questões eram resolvidas pelo voto de todos os membros, mas também as próprias funções eram exercidas por todos os membros, sucessivamente. Foi preciso uma longa experiência histórica para que os operários compreendessem o absurdo de tal concepção da democracia e a necessidade de instituições representativas,  por um lado, e de funcionários profissionais, por outro. Foi preciso ocorrerem inúmeras falências de caixas sindicais para fazer com que os operários compreendessem que a questão da relação proporcional entre as quotizações depositadas e os subsídios recebidos não podia ser decidida apenas pelo voto democrático, e que tal questão também exigia o parecer de um especialista em seguros. Em seguida, tomem o livro de Kaustsky sobre o parlamentarismo e a legislação popular, e verão que as conclusões desse teórico marxista concordam com os ensinamentos advindos da longa prática dos operários "espontaneamente" unidos. Kautsky ergue-se resolutamente contra a concepção primitiva da democracia de Rittinghausen, zomba das pessoas prontas a reclamar, em nome dessa democracia, de "os jornais populares serem redigidos pelo próprio povo", prova a necessidade de jornalistas, de parlamentares profissionais etc., para a direcção social-democrata da luta de classe do proletariado, "ataca o socialismo dos anarquistas e dos literatos" que, "visando o efeito", pregam a legislação popular directa e não compreendem que a sua aplicação é muito relativa na sociedade actual. Aqueles que trabalham na prática no nosso movimento, sabem como a concepção "primitiva" da democracia se difundiu amplamente entre a juventude estudantil e os operários. Não é de surpreender que essa concepção também invada os estatutos e a literatura. Os "economistas" do tipo bernisteiniano escreviam nos seus estatutos: "§ 10. Todos os casos que interessem à organização como um todo serão decididos por maioria dos votos de todos os seus membros". Os "economistas" do tipo terroristas repetem atrás deles: "É preciso que as decisões dos comités tenham passado por todos os círculos antes de se tornarem decisões válidas" (Svoboda, n.º 1, P. 67). Observem que essa reivindicação relativa à aplicação ampla do referendo é acrescentada à que deseja que toda a organização seja construída sobre o princípio electivo! Longe de nós, bem entendido, a ideia de condenar por isso os práticos que tiveram tão pouca possibilidade de se iniciarem na teoria e na prática de organizações verdadeiramente democráticas. Mas quando o Rabótcheie Dielo, que aspira a um papel de dirigente, se limita, numa situação como esta, a uma resolução sobre o princípio de uma ampla democracia, por que não dizer de forma simples que unicamente "visa o efeito"? 

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