Eleições

FMI fora de Portugal!

bandeira.jpgFMI FORA DE PORTUGAL!

NÃO PAGAMOS UMA DÍVIDA QUE NÃO CONTRAÍMOS!

Estão já em Lisboa, os senhores do FMI e da União Europeia, trazidos pela mão dos partidos políticos (PS e PSD) que são os responsáveis pelo estado de ruína em que o nosso País se encontra.

Esses abutres – que se preparam para aqui ficar 10 ou 20 anos – vêm a Portugal, e para mais numa altura destas, com dois objectivos essenciais:

O primeiro é o de procurar impor ao Povo Português o tipo de medidas já conhecidas de outros países e que, se forem avante, lançarão os trabalhadores portugueses e as suas famílias num período de fome, miséria e desemprego como nunca se viu em Portugal, ou seja, reduções drásticas nos salários, subsídios e pensões – que já são os mais baixos da Europa – aumento de impostos, cortes e agravamento dos custos dos serviços públicos essenciais, como a Saúde, a Educação e os Transportes, e privatização à tripa forra do que ainda reste de apetecível e rentável em tais sectores.

O segundo é o de garantir que os partidos políticos que são responsáveis pelo actual estado de coisas e que, por isso mesmo apontados a dedo pelo Povo, iriam perder as eleições, afinal as consigam ganhar!?

 

É preciso, pois, dizer, antes do mais e com toda clareza que, ao contrário do que toda a propaganda oficial quer fazer crer, o FMI e a chamada “troika” de que ele faz parte não representam solução alguma para os graves problemas dos trabalhadores, mas antes o inaudito e dramático agravamento desses mesmos problemas.

 

E precisamente por isso é que, sob a capa de “ajuda”, chamar o FMI constitui uma verdadeira traição e a permanência aqui de tais indivíduos constitui uma autêntica humilhação para o Povo Português, que as deve rejeitar com toda a firmeza.

 

Por outro lado, realizar eleições sob a chantagem de que só há “ajuda” para Portugal se forem o PS ou o PSD a ganhar tais eleições e a governar constitui uma autêntica fraude eleitoral, que deve ser, e desde já, igual e definitivamente repudiada.

 

É que, na verdade, há duas vias para ultrapassar a presente crise: uma é a via da Direita, da grande burguesia e do capital financeiro, consistente, sob o pretexto a “necessidade” do pagamento da dívida, no confisco e no roubo a quem trabalha, privando-o de parte do seu já magro salário, reduzindo-lhe a pensão, eliminando o subsídio de desemprego e outros apoios sociais. Sempre sob o argumento de que só assim será possível vencer a crise…

 

Outra é a via da Esquerda, a via dos trabalhadores, que sustenta que estes não têm que pagar uma dívida que não contraíram, que eles nunca viveram acima (como se ouve todos os dias nas rádios e televisões) mas sim abaixo das suas possibilidades, e que luta pela constituição de um Governo democrático e patriótico, com um programa de desenvolvimento económico e um plano nacional de combate ao desemprego.

 

Ao invés de pormos um joelho em terra e aceitarmos a pesada canga que nos querem impor, devemos antes recusar a pressão e a chantagem sobre as eleições, promover a expulsão das tropas ocupantes do FMI e da “troika”, exigir a realização de uma auditoria independente à dívida para se determinar quanto, a quem e porquê deve afinal o País, e recusar pagar a dívida da Banca e do Estado.

 

Cortar de raiz com a política de traição do PS e do PSD - que está a hipotecar por completo o futuro das gerações mais jovens – e lutar pela constituição desse Governo democrático e patriótico, que leve a cabo um programa de investimentos produtivos e aumente o emprego, elevando assim o número de pessoas com salário, é a via que se abre a todos os trabalhadores e a todos os cidadãos democratas e patriotas, e a única que assegura o progresso e o desenvolvimento do nosso País.

 

Aceitar pagar a dívida, permitir a ocupação e dominação do nosso País pela “troika” do grande capital financeiro e voltar a votar nos partidos que são e têm sempre sido os executores da política do FMI representa uma verdadeira traição que todo o trabalhador consciente, todo o democrata e patriota tem não só o direito como sobretudo o dever de rejeitar por completo!

 

FMI E Troika FORA DE PORTUGAL!

NÃO PAGAMOS a dívida da banca e dos políticos corruptos!

Contra os cortes salariais, a miséria e o desemprego, POR UM GOVERNO DEMOCRÁTICO E PATRIÓTICO!

 

Lisboa, 18 de Abril de 2011

 

A Candidatura Nacional do PCTP/MRPP

às eleições legislativas de 5 de Junho

 

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