Eleições

Programa para o Alto Alentejo

AGRICULTURA

1º - Uma planificação elaborada da distribuição da água, da Barragem do Alqueva, que inclua obviamente o distrito de Évora, e que sirva essencialmente para o abastecimento dos agricultores, na criação de novas culturas, campos para forragens, criação de gado e que contemple a maior área possível, aproveitando os canais de irrigação já construídos e outros a construir.

2º - Incentivar e intensificar a criação de gado, de várias espécies e raças, pois o Alentejo tem potencialidades óptimas, não só para as espécies tradicionais, como para aquelas que venham a ser inseridas no território.

3º - Desenvolver a cultura do olival, do sobreiro, da vinha, e fazer um estudo sobre árvores frutícolas que aproveitem o excelente clima e que possam dar rentabilidade a esses investimentos.


INDÚSTRIA

1º - Desenvolvimento e aproveitamento das matérias-primas existentes no distrito, com o incremento de novas empresas e a aposta em formação qualificada, pois só assim haverá criação de emprego e de competitividade.

 

TRANSPORTES

1º - Aproveitamento das infra-estruturas do aeródromo de Évora, não só na sua vertente desportiva, mas também na dinamização comercial e no transporte de passageiros.

2º - É necessária a reactivação da linha férrea como transporte primordial, inserida numa rede que sirva todo o interior, ligando um grande eixo a partir do porto de Sines em direcção ao centro da Europa, para o transporte de mercadorias e de passageiros.

3º - Criação de carreiras de transportes rodoviários e manutenção das já existentes, para a prestação de um serviço, que em conjunto com o transporte ferroviário, vá ao encontro das populações, as sirva e as fixe ao seu local de origem e por outro lado seja um chamariz para o retorno, principalmente de jovens, ao interior do Alentejo que se encontra desertificado.


SAÚDE

1º - Melhor apetrechamento e abertura de todas as especialidades no hospital central da região, para poder servir uma população bastante envelhecida, que assim não terá de se deslocar aos grandes centros de Lisboa ou Porto, com tudo o que isso acarreta.

2º - Abertura 24H, de hospitais mais pequenos já existentes em diversas localidades, para obviar a uma grande concentração no hospital central e a uma possível má prestação dos serviços essenciais. É evidente que haverá da parte dos deputados do PCTP/MRPP deste distrito, uma contínua pressão sobre o poder central e o respectivo ministério.

3º - Mais criação dos chamados hospitais de retaguarda, hoje cada vez mais necessários, devido ao aumento de idade da população, aos fracos recursos dos familiares em poderem tratar os seus doentes de forma condigna e aos tipos de doença hoje existente, que requerem meios específicos para o seu tratamento.


4º - É claro, que quem não está doente também precisa de infra-estruturas que sirvam as mais variadas necessidades, tais como, centros de dia, creches, infantários e lares, implantados estrategicamente na região.


EDUCAÇÃO

1º - Dotar os estabelecimentos de ensino, com boas infra-estruturas básicas, onde os alunos sintam que estão tranquilos, com comodidade e a exercer a sua actividade. Onde os alunos possam ter os seus tempos livres ocupados, desportivamente, culturalmente e socialmente.

2º - Pugnar pela construção de mais e melhores escolas, e avaliar rigorosamente, a intenção de fecho daquelas que o ministério considera que não têm condições para a sua laboração.


DESPORTO E CULTURA

1º - Apoiar e fomentar o desenvolvimento de pequenas colectividades e pequenos clubes, para a prática de actividades culturais, desportivas e sociais, pois só assim poderá haver uma interligação entre gerações e ocupação dos seus tempos livres.

2º - Pressionar as entidades competentes, para que haja uma salvaguarda, manutenção e restauração, de todo um património cultural, social e arquitectónico, que vise a sua preservação e divulgação às gerações vindouras.

Um país, uma região, sem memória colectiva e sem referências, deixa de ter identidade própria!


HABITAÇÃO

1º - É necessário, para segurar os jovens, cativar novos habitantes e ajudar as famílias mais necessitadas, que o mercado do arrendamento seja alargado e divulgado, não só para chamar mais gente ao desertificado Alentejo, como ao interior das próprias localidades, algumas já cópia da sua região.



Por tudo o que foi exposto, os representantes do PCTP/MRPP no parlamento, tudo farão para inverter a tendência do isolacionismo, da desertificação e do abandono a que a região do Alentejo tem sido votada desde sempre.

Para nós, qualquer região tem que estar inserida dentro de um plano estratégico para o país, pois só assim haverá perspectivas de progresso e bem-estar para todos os portugueses.

Defender estas e outras medidas não é fácil e exige muita luta. Por isso apelamos aos trabalhadores e demais elementos do povo, que connosco gritem bem alto que querem o F.M.I e a Troika fora de Portugal, que se saiba quem criou a dívida, que não estamos dispostos a pagá-la, que dizemos não aos cortes salariais, aos despedimentos e às privatizações e que somos por um governo democrático e patriótico com um programa de desenvolvimento da economia nacional.

 

A Candidatura de Évora do PCTP/MRPP

                                                                                                             

Maio de 2011

Luta Popular on line

Aceda ao Luta Popular e fique
a par das últimas noticias:

Biblioteca Vermelha

Um redobrado empenho no estudo do marxismo, dos textos em que se condensa a experiência histórica das revoluções passadas e também daqueles em que se perspectivam novos combates pelo socialismo e pelo comunismo, constitui hoje um dever indeclinável de todos os revolucionários.

Entrar na Biblioteca Vermelha

 

Ribeiro Santos

A morte de Ribeiro Santos (durante uma reunião de estudantes contra a repressão fascista de Caetano, realizada em 12 de Outubro de 1972 na Faculdade de Ciências Económicas e Financeiras de Lisboa) constituiu um marco decisivo e de viragem no movimento popular e revolucionário contra a ditadura e a guerra colonial-imperialista que viria a atingir o seu auge em 1974.