Eleições Autárquicas 2009

Olhão - Balanço Autárquicas

cartazautarquias.jpgPOR UM CONCELHO DE OLHÃO DE PROGRESSO, DE CULTURA E DE BEM-ESTAR

 

     A Candidatura do PCTP/MRPP à Câmara Municipal de Olhão, depois de analisar os resultados eleitorais das eleições de ontem, fez o seguinte balanço.

     O primeiro facto a salientar foi o de o PS ter ganho o maior número de votos e conseguido maioria absoluta na Câmara. No entanto, esse maior número de votos não significam uma adesão à política do PS, antes pelo contrário, já que houve uma perda de 229 votos, ou seja baixou de 52,06% para 45,85. Houve portanto, uma descolagem de parte significativa do eleitorado de Olhão, a exemplo do que se passou a nível nacional. Aliás, o PS tem vindo a perder votação desde sempre, daí que o Sr. Francisco Leal ameace há vários anos que será a última vez que se recandidata. Esta será, temos a certeza.

    

    O PSD, obteve mais 490 votos do que à 4 anos, só que agora coligado com toda a sorte de partidos reclamantes da direita, como o CDS, o MPT e o PPM. Só o CDS representava 355 votos, pelo que o ganho não foi substancial e nem sequer foi ganho ao PS.

     A CDU, apesar de ter mais votos não consolidou a sua posição, baixando de 9,6% para 9,3% do total dos votantes.

     O BE, que pela primeira vez concorreu ao Município, surfou nesta onda de moda e conseguiu até roubar um vereador ao PS, mas qual Sá Fernandes, quando a moda passar e a luta aquecer logo perderá esse vereador e esta expressão eleitoral, facto que já se começou a sentir nestas Autárquicas a nível nacional.

     O que daqui se pode depreender, é que há uma vontade de votar à esquerda e que parte do eleitorado tradicional do PS, não se revê na política de Francisco Leal.

     O nosso Partido, com todas as suas insuficiências, com toda a espécie de boicotes por parte de toda a comunicação social, com o afogamento do espaço público com grandes outdoors, pagos a peso de ouro com o dinheiro não se sabe bem de quem, com o encharcamento dos eleitores com canetas, isqueiros, panos para a loiça e para o cabelo, aventais, pegas de forno e toda uma sorte de artefactos que em nada contribuem para o debate político, antes pelo contrário, transformam uma das mais nobres actividades do ser humano, em feira de vaidades. Contra todas estas veleidades, dizíamos nós, esta candidatura conseguiu ainda assim romper este cerco, alargar o seu apoio e criar condições para transformar Olhão numa terra digna.

     Numa campanha eleitoral que se baseou no porta-a-porta, com limitações ao nível do número de candidatos e outros apoiantes disponíveis para a campanha, a falta permanente de meios financeiros, conseguimos, ainda assim, a distribuição de 500 programas, a colagem de 100 cartazes, acções de campanha em todas as Freguesias, por duas vezes estivemos no Mercado de Olhão e em vários sítios de acentuada carência do Concelho.

     A adesão às nossas propostas era permanente, e mesmo aqueles que não concordavam connosco, sempre nos davam uma palavra de alento para continuarmos a nossa luta. 308 votantes é por certo um número significativo, que está disposto a trabalhar em prol do povo, devemos organizar-nos e começar a fazer desde já esse trabalho que é o da Revolução, pelo Socialismo.

     Se em condições tão precárias conseguimos um aumento na votação de 48,08%, bem unidos e organizados, o mundo será nosso.

E o povo de Olhão poderá estar certo que tudo faremos para que os seus mais profundos anseios sejam defendidos, seja qual for a força política que se sente na cadeira do poder.

 

Força camaradas, que a hora é de luta!

Viva o Partido!

Viva o povo de Olhão!

                                                                                                                                  

Olhão da Restauração, aos 12 de Outubro de 2009

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