Comunicados

Fazer da Greve Geral Nacional uma primeira etapa vitoriosa da luta pelo derrubamento do governo!

pctp-mrpp.pngO PCTP/MRPP CONCLAMA OS TRABALHADORES E TODOS OS SECTORES OPRIMIDOS PELA POLÍTICA DO GOVERNO DA TRÓICA A FAZEREM DA GREVE GERAL NACIONAL DE 24 DE NOVEMBRO UMA PRIMEIRA ETAPA VITORIOSA DA LUTA PELO SEU DERRUBAMENTO.

             A luta dos trabalhadores contra a brutal destruição das condições de vida não pode deixar ninguém indiferente nem muito menos, mesmo nos mais descrentes, ser razão para esmorecimento.

             Bem pelo contrário.

             É fundamental perceber a unidade de contrários da sociedade e o que nela está em causa.

          Para quem trabalha, para quem mais não tem senão o que lhe possa vir da venda da sua força de trabalho, o dinheiro é a garantia da sobrevivência; o dinheiro é o pão para a boca, a roupa para o corpo, a eventual satisfação das demais necessidades e sonhos.

          Mas para quem vive do negócio da compra da força de trabalho, para a cada vez mais insustentável e insaciável classe burguesa, dinheiro é para fazer mais dinheiro. O dinheiro não é para o pão. O dinheiro é para o saque. O dinheiro é uma armadilha para caçar incautos e fracos, engodo e isco para a pesca das mais valias de minguados ou abundantes frutos do trabalho humano.

           Tal como os operários nos primórdios da revolução industrial, que destruíam as máquinas julgando que eram elas que os lançavam no desemprego e na miséria, também há quem nos tempos modernos julgue que o mal está no dinheiro. Não! Tal como a máquina permite coisas fantásticas e libertar muito do penoso trabalho quotidiano, também o dinheiro, enquanto convenção universal de troca, permite o acesso ao que de outro modo o actual estado de desenvolvimento do entendimento e da comunicação dificilmente ou mesmo de todo não permitiria.

          A complexa sociedade que constituímos - com a enorme divisão do trabalho, a crescente especialização, a diversa singularidade de recursos - só sobrevive e progride substantivando convenções de paridade, de descrição e de decisão numa linguagem comumente acessível e entendível. Para isso o dinheiro pode ser um instrumento útil.

          Tal como não se proíbe, em circunstâncias normais, o uso da faca, para cortar o bife, para descascar a maçã, etc., mas se proíbe matar o próximo com ela, também o dinheiro não devia ser objecto de proibição para a troca, para a acção, para a partilha. Proibido, por lei, isso sim, devia ser o dinheiro quando utilizado para oprimir, para sacar, para chantagear, para humilhar, para pear, para roubar, para matar.

            É interessante observar que são os que mais se cegam pelo dinheiro aqueles que mais o estão a rarefazer e esvaziá-lo de valor! A moeda tem vindo a desvalorizar na razão directa da voracidade de com ela mais tirar a quem só com ela acede ao pão e da rarefacção do próprio pão.

           Mais uma vez é bem verdade que só os trabalhadores podem vencer a crise!

           Uma crise ocorre quando o que se não quer e se tem fica em confronto com o que se quer e se não tem. Se não queremos morrer de fome temos de assumir a luta para saciarmo-nos. Se não queremos ser roubados temos de assumir a luta para dissuadir ou eliminar o ladrão.  Se queremos condições de vida não é favorecendo quem as destrói que as garantimos. Se queremos ter com que trocar não é cedendo a quem o sonega. Se queremos ter dinheiro para a troca não é fortalecendo quem no-lo tira que o asseguramos.

          Há que aprender com os erros. E há que não repeti-los.

          Foi um erro privatizar a banca.

          Foi ruinoso ceder à sinecura e à especulação.

          A gigantesca destruição e alienação de recursos nacionais, como o PCTP/MRPP sempre denunciou, e ao contrário do que afirmava Soares, Cavaco e Companhia, arrastou também consigo uma brutal extorção financeira de que duramente agora estamos a sofrer.

           Há pois que renacionalizar a banca, mas desta vez sob controlo dos trabalhadores. A verba de 12.000 milhões de euros não deve servir a novos desvios de interesses privados, sangria e alienação de recursos e encobertas mancomunações; deve, já sob controlo dos trabalhadores da banca e suas comissões, e em paridade com os demais trabalhadores, ficar ao serviço da economia portuguesa.

           Façamos da Greve Geral Nacional uma jornada de clarificação e de organização com vista à criação de um Governo de Esquerda Democrático Patriótico, imprescindível para garantir a soberania política e económica própria de um povo entre outros povos. O derrube do governo da Tróica é tão mais precioso quanto melhor for a organização de quem o governo da Tróica esbulha e oprime. A ocupação dos locais de trabalho e a formação de piquetes preparados para defender os que querem manifestar a sua discordância e a sua indignação são decisivas para a transformação da imensa quantidade de desagrado em nova e mais consentânea qualidade de acção.

  

IMEDIATA NACIONALIZAÇÃO DA BANCA SOB CONTROLO DOS TRABALHADORES!
SÓ OS TRABALHADORES PODEM VENCER A CRISE!
POR UM GOVERNO DE ESQUERDA DEMOCRÁTICO PATRIÓTICO!
VIVA A GREVE GERAL NACIONAL!


A organização do PCTP/MRPP na Região Autónoma dos Açores
18 de Novembro 2011

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