Segundo, um artigo da visão (
http://aeiou.visao.pt/como-assombrar-umas-eleicoes=f530304%E2%80%9D) e citando um estudo (
http://www.pluridoc.com/Site/FrontOffice/Default.aspx?module=Files/FileDescription&ID=4353&state=FD) dos politólogos José Bourdain e Luís Humberto Teixeira, do Instituto de Ciências Sociais e Políticas de Lisboa, chega-se à seguinte dedução:
"com base nas suas estimativas, as eleições legislativas do próximo domingo serão disputadas à boleia de quase um milhão de eleitores-fantasmas, 930 mil para sermos precisos".
O estudo desenvolve mais e diz o seguinte: existem "consequências visíveis na distribuição do mapa de deputados (em que a distritos com menos residentes que outros são atribuídos mais deputados do que normalmente deveria ocorrer)". De relembrar, aos camaradas, que Lisboa perdeu para estas eleições um deputado para o distrito do Porto, que possui, segundo o estudo, cerca de 90 mil eleitores-fantasma. Se o estudo tiver correcto o deputado que transitou de Lisboa para o círculo do Porto poderá não fazer sentido. Pois, o Porto teria menos eleitores do que os que realmente possui.
Mais, o estudo, diz-nos que "se, com base nestes dados, actualizarmos o número de eleitores inscritos por círculo e procedermos a uma redistribuição dos mandatos, o círculo da Madeira perde 1 deputado para o Porto." Com isto, já todos chegámos à conclusão que o deputado que Lisboa perdeu para o Porto já não faria sentido. Pois, essa redistribuição seria feita pelo círculo da Madeira e não pelo de Lisboa.
Se este estudo, apresentado pelos investigadores, se mostrar válido significa na prática que a abstenção em Lisboa seria cerca de 10% menor, rondaria os 28%, e significa também na prática que o CDS-PP elegeu um deputado a mais pelo Porto, e Lisboa elegeu um deputado a menos, respectivamente, o nosso camarada, Garcia Pereira.