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Autor Tópico: Que crise e qual a crise…  (Lida 248 vezes)
Pedro Pacheco
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« Responder #5 em: Fevereiro 12, 2010, 11:40:45 »


O que fez a burguesia?
Astutamente, multiplicou burgueses por todos os interstícios da sociedade portuguesa.
Astutamente, vendo que pela exclusão e violência só ficava mais isolado e fragilizado o seu monopólio, multiplicou parasitas em todas as esquinas a viver de fundos públicos e a troçar dos estúpidos que não sabem fazer mais nada do que trabalhar!
Astutamente, criou a ilusão que não havia senão uma “economia” e não há filho de trabalhador, e se calhar muitos serão os trabalhadores, que se entretêm soberbamente a jogar o “monopólio”, jogo inventado nos anos trinta para caçar ideologicamente  a massa e embeber da lógica burguesa os espíritos mais pedantes do proletariado.
Astutamente, porque hoje o seu monopólio é maior do que nunca foi! E não falta fãs do “Continente”, fãs do “Colombo”, fãs do “Benfica”, fãs deste ou daquele “Partido” em que apostaram à maneira de totoloto ou de outro qualquer boi bem gordo e luzidio a encher o olho de empática vaidade e a mobilizar o braço serviçal pronto para o murro no que ferir a honra do idolatrado fetiche.
O que fez e faz a burguesia senão com esta virtualidade permanentemente enganar o quotidiano de quantos mais possa? E o facto é que o tem conseguido!
Mas um facto também é que se esvaziam os bolsos daqueles que faziam flores para a sua corte e se endurece a condição de trabalho e a condição de vida de cada vez mais portugueses!
É no campo da teoria que a burguesia ainda domina a massa dos portugueses. População pequeno burguesa por tradição e contingência a que o avolumar do cerco está a fazer ganhar consciência do ludíbrio.
Multipliquemos superioridade de conhecimentos e de argumentação face seja a quem for e em que esquina se esteja!

Pedro
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« Responder #4 em: Fevereiro 12, 2010, 05:44:03 »

Correcto a forma como foram colocadas as respostas às questões levantadas.

O que é fundamental é acabar com a produção capitalista e lutar por uma economia socialista que irá servir quem trabalha. Nessa altura os trabalhadores que quiserem boicotar a produção, serão responsibilizados pela direcção dos trabalhadores que imporão a disciplina proletária, (claro que não haverá decisões arbitrárias, mas serão fruto de uma discussão aberta dos problemas e do que está em causa), porque boicotar a produção de bens numa sociedade socialista, é crime contra o povo, porque esse boicote irá atacar no conjunto quem trabalha e os objectivos que necessitam de ser alcançados, a o bem comum do homem e a sociedade socialista.

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« Responder #3 em: Fevereiro 12, 2010, 02:47:16 »

Para  a burguesia e o capitalista, por uma questão não só de táctica, contra os trabalhadores, mas  também confrontda com a sua parasitária sobrevivência, existem sempre trabalhadores mal comportados e trabalhadores bem comportados.

Recordando tempos relativamente recentes, quem não se recorda da palavra absentismo, que era uma das formas que burguesia e os seus partidos,  definirem e qualificarem os tais trabalhadores mal comportados.

E de passagem, também nesta matéria, e para não generalizar recordo que  alguns sindicatos e respectivos dirigentes, alinharam ao lado da burguesia e dos capitalistas.

Agora, é dever dos marxistas leninistas saberem descodificar o que significa este reaccionário conceito burguês, que também de forma errada é defendida por parte de alguns trabalhadores.

Normalmente, os mal comportados no conceito burguês e capitalista, são sempre a maioria dos trabalhadores, porque a minoria são normalmente os bufos e delatores, que o capitalista considera os bem comportados.

De facto é verdade que existiu, existe e vai continuar a existir, trabalhadores uns mais produtivos, outros menos produtivos, o  que  é bem diferente e não tem nada a haver, com o rótulo de trabalhadores mal comportados ou bem comportados.

Também  me parece, ser incorrecto levar á prática a  sensibilização ou até convencer  o trabalhador menos produtivo, que trabalhando menos esteja a prejudicar e a sobrecarregar  de trabalho o colega do lado, quanto muito, esse trabalhador menos produtivo na prática, ele  está é a prejudicar a produção, que neste actual momento, é o sistema de produção  capitalista, mas essas  contas seguramente  já a burguesia e os capitalistas as fizeram de forma a nunca perderem nada.

Agora pergunto eu, e o trabalhador mais produtivo/bem comportado e cumpridor, também já se deu ao trabalho de  fazer essas contas?

De facto o que é preciso é perceber e clarificar, se a crise  é financeira como a burguesia diz, para assim nos continuar a enganar.

A dialéctica, ensina-nos que existem dois sistemas económicos.

O sistema económico Marxista e o sistema económico capitalista.

Ficam duas perguntas.

1ª Porque é a burguesia, e os seus partidos, com a cobertura e apoio da comunicação oficial, nos querem convencer,  que a crise é financeira e que a culpa é do João da Madeira?

2ª Porque é que o nosso Partido, sem a cobertura e sem apoio da comunicação oficial  definiu correctamente,  que a actual crise é económica.
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« Responder #2 em: Fevereiro 10, 2010, 02:03:53 »

O problema assim colocado não é correcto sob o meu ponto de vista, porque a questão não é essa, mas sim para quem serve o nosso trabalho, ou para para o patrão, vulgo, capital, ou para quem trabalha.

Se existem, trabalhadores, e eu sei que existem, que têm essas reacções, do "deixa andar", é importante falar com eles que esta atitude não prejudica o patrão, objectivamente, mas sim o colega do lado que é sobrecarregado de trabalho. Aliás o patrão quando tiver oportunidade despede-os, considerandos descartáveis. Mas isso meu caro irá acontecer também em anos de crise do sistema, com a maioria dos trabalhadores, sem apelo nem agravo.

Por isso, voltando aos meus considerandos anteriores, o que é fundamental é discutir como resolver a crise e as suas soluções e prespectivas diferentes, a favor do capital ou do trabalho.

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« Responder #1 em: Fevereiro 08, 2010, 10:21:05 »

Para mim, isto é um assunto altamente complicado:
- por um lado, não gosto do sistema capitalista...
- por outro lado, também não gosto daquilo que vejo no meu local de trabalho: quem se esforça... é alvo de troça e ridicularizado por parte daqueles que não gostam de trabalhar: quem se esforça é «um parvo que não sabe gozar a vida... pois a vida são dois dias...».

Vejo gente a defender o capitalismo... porque... não gostam de ser ridicularizados - e alvos de troça - por parte daqueles que não gostam de cumprir a sua obrigação profissional (vulgo, não gostam de trabalhar).
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« em: Fevereiro 08, 2010, 07:40:56 »

Um artigo colocado no Luta Popular online, que consideramos importante para pôr em discussão neste fórum...

Neste país, há uma crise política e que importa saber, qual a crise e os seus motivos.

Esta crise política não tem por base a crise financeira do país, essa crise financeira não é origem do descalabro do estado de coisas como se encontra o nosso país mas sim a consequência de outra coisa mais profunda.

É importante reter que esta crise que nos afecta não é sobretudo financeira. Ela não reside no problema de mais ou menos despesa, mais ou menos receita. A crise é fundamentalmente económica, uma crise do sistema capitalista. E é desta crise que nos afecta em grande escala, principalmente os trabalhadores, e que resulta todas as demais crises.

É neste ponto fulcral que a burguesia e seus agentes precisamente nos procuram deliberadamente esconder.

Perguntamos, será que o problema está nos 50 milhões de euros para a Região Autónoma da Madeira? Respondemos que não peremptoriamente. Mas se fosse, talvez então seria de considerar maior moderação noutras despesas – tais como as ajudas de custo pagas a deputados a viver no estrangeiro, fim-de-semana sim, fim-de-semana sim; a aquisição (ou aluguer) de automóveis topo de gama para aparelho de Estado; as verbas roubadas aos contribuintes para o Estado pagar aos privados os chamadas parcerias público-privadas; os milhões de euros que foram colocados nos bancos para os “salvar”, como o BPN e o BPP; ou como as «reformas douradas» e obscenas de certos ex-gestores “públicos”, etc.

Mas o problema fulcral está na economia que nos rege. Temos uma economia que produz e que sirva o trabalho, apropriada para produzir bens e serviços de qualidade? Ou em vez disso temos uma economia que serve para alimentar o capital que se encontra de rastos, obsoleta, sem plano? É a segunda que temos: uma economia de completa dependência ao capital estrangeiro, condenada a desaparecer, sem futuro.

O que os trabalhadores precisam é de enviar definitivamente para o caixote do lixo da história esta economia capitalista que temos e a partir daí já se pode falar de receitas e despesas.

É necessário criar uma nova economia, que sirva o trabalho, porque só assim ela irá definir onde se deve investir, o que produzir, onde se gastar e onde se deve poupar.

É preciso criar esta economia, a economia socialista!

É isto que devemos discutir. É isto que deve valer a nossa determinação como trabalhadores e explorados, demonstrando que nós os trabalhadores podem vencer a crise.

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