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Autor Tópico: INVASÕES AMERICANAS NO MUNDO  (Lida 341 vezes)
S Portugal
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« Responder #2 em: Janeiro 28, 2010, 11:14:01 »

 E U América, Hollywood anos 40 «Lista Negra» na área do cinema.

Também por mail me chegou esta informação, que me parece útil compartilha-la convosco e que revela de forma bem elucidativa, parte da perseguição levada a cabo pelo regime americano na  década dos anos 40 na  área da cultura e em particular no cinema .
 
Onde de se pode constatar, que na lista dos fufos/delatores, destacaram-se, entre vários outros, Ronald Reagan, Adolphe Menjou e Walt Disney.

«A LISTA NEGRA»

No dia seguinte à condenação dos Dez de Hollywood, em 25 de Novembro de 1947, a Comissão de Actividades Anti-Americanas anunciou a primeira «Lista Negra» de cidadãos norte-americanos suspeitos de simpatias comunistas e, portanto, «antipatriotas» e «traidores» que preparavam «um complot para derrubar o governo dos EUA»...

Muitos eram ligados à indústria cinematográfica e ao mundo do espectáculo; muitos outros eram cientistas, professores, sindicalistas - e, todos, suspeitos de pertencer, ter pertencido, vir a pertencer, ou simpatizar com o Partido Comunista dos EUA...

Essa primeira «Lista Negra» que, até 1952, viria a ser aumentada, incluía centenas de nomes conhecidos de actores, realizadores, escritores, músicos, entre eles:
Orson Welles, Bur Ives, José Ferrer, Lee J. Cobb, Edie Albert, Judy Holliday, Gary Cooper, Robert Taylor, Elia Kazan, John Garfield, Edward G. Robinson, Joseph Losey, Charles Chaplin, Bertolt Brecht, Jules Dassin, Robert Rossen, Martin Ritt, Arthur Miller, Howard Fast, Dashiel Hammett, Richard Wright, Irwing Shaw, Bud Schulberg, Langston Hugues, Canada Lee, Paul Robeson, Hans Eisler, Pete Seger, Aarons Copland, Abraham Polonsky, Burgess Meredith, Sterling Haiden, Leonard Bernstein.

A Comissão dispunha de uma outra «lista»: a dos bufos - gente do cinema, também, que colaborava activamente na «caça às bruxas», espiando e denunciando colegas.

Desses bufos, destacaram-se, entre vários outros, Ronald Reagan, Adolphe Menjou e Walt Disney.
(registe-se o facto, por demais significativo, de, ligados a este sinistro processo estarem dois futuros presidentes dos EUA: Nixou e Reagan - e acrescente-se o facto de o apoio de Mac Carthy a Eisenhower ter vindo a ser decisivo para a eleição deste à presidência dos EUA
)

Corajosas acções de solidariedade com os perseguidos e de protesto contra as práticas da Comissão, foram levadas à prática, entretanto.

Entre os que assumiram publicamente essa postura, contam-se John Huston, Howard Hawks, Lauren Bacal e Humphrey Bogart - estes dois, particularmente activos no combate à intolerância, chegaram a promover, a dada altura, rm Washington, uma marcha contra a caça às bruxas.

Muitos dos incluídos na «Lista Negra» não resistiram aos interrogatórios e confessaram o «crime», o que significou, nuns casos, confessarem o que os inquisidores queriam que confessassem; noutros casos, confessarem mais, até, do que lhes era pedido...
Outros, após terem recusado prestar declarações, vieram posteriormente a ceder, como forma de salvarem as suas carreiras, casos, entre outros, de José Ferrer, Judy Holliday, Canada Lee, Martin Ritt.

Houve ainda os que se transformaram em activos delatores, entre eles Gary Cooper, Sterking Hayden, Robert Taylor, Bud Schulberg, Elia Kazan.


Dois casos:

1 - Robert Taylor: foi chamado à Comissão porque participara, em 1944, num filme intitulado «Canção da Rússia» - filme que após o fim da guerra, passou a ser considerado como «muito perigoso», pelo facto de mostrar «russos a sorrir». Ora, segundo a Comissão, mostrar «essa gente a sorrir é fazer propaganda comunista»...
Acrescia que, no filme, o personagem desempenhado por Robert Taylor cometera o gravíssimo crime de «mostrar simpatia e sorrir para o actor que representava um camponês russo»...

No decorrer do interrogatório, Taylor declarou-se «profundamente arrependido» de ter entrado em tal filme e, para que a Comissão não tivesse dúvidas sobre o seu profundo arrependimento, informou que tinha «ouvido dizer que Howard Silva, Karen Morley, Lester Cole ( e mais uns quantos) eram comunistas»...

2 - John Garfield: é considerado um dos maiores actores da história do cinema. Celebrizado pelo desempenho de papéis em que «personificava o rebelde pertencente à classe operária», foi um predecessor de James  Dean (do qual se dizia que era o «John Garfield da década de 50»).

Scorsese diz, reportando-se designadamente à interpretação de John Garfield em «Forças do Mal», que «ninguém no cinema expressou melhor do que ele o sentimento de culpa».
Denunciado à Comissão por Elia Kazan - que conhecia a sua actividade política por terem sido, ambos, militantes comunistas - John Garfield foi interrogado dezenas e dezenas de vezes e ameaçado, insultado, miseravelmente provocado pelos inquisidores fascistas.
Recusou, sempre e até ao fim, prestar quaisquer declarações.

Na sequência disso viu a sua carreira de actor completamente arruinada.
Viria a morrer em 1952, com 39 anos de idade, em circunstâncias estranhas e obviamente ligadas ao pesadelo a que estava a ser sujeito: a sua morte, de enfarte cardíaco, ocorreu quando se dirigia para mais uma sessão de interrogatórios...

O funeral de John Garfield constituiu uma impressionante manifestação em que milhares e milhares de pessoas - intelectuais, operários, empregados, sindicalistas - expressaram a sua admiração pelo talento, pela coragem, pela dignidade do jovem actor.

Por Fernando Samuel
« Última modificação: Janeiro 28, 2010, 11:15:52 por S Portugal » Registado
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« Responder #1 em: Janeiro 26, 2010, 05:50:53 »

Bastante oportuno, e que demonstra à saciedade o papel dos EUA no mundo, fundamentalmente desde do final do século XIX, que com a chamada Doutrina Monroe visava garantir a segurança dos Estados Unidos contra potenciais inimigos externos.

Com esse pretexto os EUA invadiram países em nome da segurança das suas fronteiras, basta ver a intromissão nos assuntos dos povos seus vizinhos, ora apoiando golpes ou invandido os respectivos países.

A partir dessa altura EUA começa a ser uma potencia imperialista seguindo e concorrendo com a Inglaterra, sua antiga potencia colonizadora.

Até aos nossos dias esta super-potencia tem estado ao lado do capital contra as lutas dos povos pela sua independencia, seja economica ou politica. Só quando foram atacados directamente, é que se arvoraram em defensores da liberdade, exemplo, durante a segunda guerra mundial, mas durou pouco esta sua postura, logo a seguir o inimigo passou a ser o comunismo, claro tudo em nome da "liberdade e democracia".

Porto Santo.

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« em: Janeiro 26, 2010, 12:29:32 »

Julgo importante, partilhar convosco esta informação que me chegou via internet.

INVASÕES AMERICANAS NO MUNDO

Organizado por Alberto da Silva Jones (professor da UFSC):


Datas das várias INVASÕES, em que as forças armadas dos Estados Unidos fizeram, entre os séculos XIX, XX e XXI, podemos citar:
  
1846 - 1848 - MÉXICO - Por causa da anexação, pelos EUA, da República do Texas.

1890 - ARGENTINA - Tropas americanas desembarcam em Buenos Aires para defender interesses econômicos americanos.

1891 - CHILE - Fuzileiros Navais esmagam forças rebeldes nacionalistas.

1891 - HAITI - Tropas americanas debelam a revolta de operários negros na ilha de Navassa, reclamada pelos EUA.

1893 - HAWAI - Marinha enviada para suprimir o reinado independente anexar o Hawaí aos EUA.

1894 - NICARÁGUA - Tropas ocupam Bluefields, cidade do mar das Caríbas, durante um mês.

1894 - 1895 - CHINA - Marinha, Exército e Fuzileiros desembarcam no país durante a guerra sino-japonesa.

1894 - 1896 - COREIA - Tropas permanecem em Seul durante a guerra.

1895 - PANAMÁ - Tropas desembarcam no porto de Corinto, província Colombiana.

1898 - 1900 - CHINA - Tropas dos Estados Unidos ocupam a China durante a Rebelião Boxer.

1898 - 1910 - FILIPINAS - As Filipinas lutam pela independência do país, dominado pelos EUA. Massacres realizados por tropas americanas em Balangica, Samar, Filipinas - 27/09/1901 e Bud Bagsak, Sulu, Filipinas 11/15/1913 (600.000 filipinos mortos).

1898 - ILHA DE GUAM - A Marinha americana desembarca na ilha e mantêm-na como base naval até hoje.

1898 - ESPANHA - Guerra Hispano-Americana - Desencadeada pela misteriosa explosão do couraçado Maine, em 15 de Fevereiro, na Baía de Havana. Esta guerra marca o surgimento dos EUA como potência capitalista e militar mundial.
 
1898 - 1902 - CUBA - Tropas sitiaram Cuba durante a guerra hispano-americana.

1898 - Presente - PORTO RICO - Tropas sitiaram Porto Rico na guerra hispano-americana, hoje 'Estado Livre Associado' dos Estados Unidos.

1898 - NICARÁGUA - Fuzileiros Navais invadem o porto de San Juan del Sur.

1899 - ILHA DE SAMOA - Tropas desembarcam e invadem a Ilha em consequência de conflito pela sucessão do trono de Samoa.

1899 - NICARÁGUA - Tropas desembarcam no porto de Bluefields e invadem a Nicarágua (2ª vez).

1901 - 1914 - PANAMÁ - Marinha apoia a revolução quando o Panamá reclamou independência da Colômbia; tropas americanas ocupam o canal em 1901, quando teve início sua construção.

1903 - HONDURAS - Fuzileiros Navais americanos desembarcam nas Honduras e intervêm na revolução do povo hondurenho.

1903 - 1904 - REPÚBLICA DOMINICANA - Tropas norte americanas atacaram e invadiram o território dominicano para proteger interesses do capital americano durante a revolução.

1904 - 1905 - CORÉIA - Fuzileiros Navais dos Estados Unidos desembarcaram no território coreano durante a guerra russo-japonesa.

1906 - 1909 - CUBA -Tropas dos Estados Unidos invadem Cuba e lutam contra o povo cubano durante período de eleições.

1907 - NICARÁGUA - Tropas americanas invadem e impõem a criação de um protetorado, sobre o território livre da Nicarágua.

1907 - HONDURAS - Fuzileiros Navais americanos desembarcam e ocupam ass Honduras durante a guerra das Honduras com a Nicarágua.

1908 - PANAMÁ - Fuzileiros Navais dos Estados Unidos invadem o Panamá durante período de eleições.

1910 - NICARÁGUA - Fuzileiros Navais norte americanos desembarcam e invadem pela 3ª vez Bluefields e Corinto, na Nicarágua.

1911 - HONDURAS - Tropas americanas enviadas para proteger interesses mericanos durante a guerra civil, invadem as Honduras.

1911 - 1941 - CHINA - Forças do Exército e Marinha dos Estados Unidos invadem mais uma vez a China durante este período de lutas internas repetidas.

1912 - CUBA - Tropas americanas invadem Cuba com a desculpa de proteger interesses americanos em Havana.

1912 - PANAMÁ - Fuzileiros navais americanos invadem novamente o Panamá e ocupam o país durante as eleições presidenciais.

1912 - HONDURAS - Tropas norte-americanas mais uma vez invadem as Honduras para proteger interesses do capital americano.

1912 - 1933 - NICARÁGUA - Tropas dos Estados Unidos com a desculpa de combaterem guerrilheiros invadem e ocupam o país durante 20 anos.

1913 - MÉXICO - Fuzileiros da Marinha americana invadem o México com a desculpa de evacuar cidadãos americanos durante a revolução.

1913 - MÉXICO - Durante a Revolução mexicana, os Estados Unidos bloqueiam as fronteiras mexicanas em apoio aos revolucionários.

1914 - 1918 - PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL - Os EUA entram no conflito em 6 de Abril de 1917 declarando guerra à Alemanha. As perdas americanas chegaram a 114 mil homens.

1914 - REPÚBLICA DOMINICANA - Fuzileiros navais da Marinha dos Estados invadem o solo dominicano e interferem na revolução do povo dominicano em Santo Domingo.

1914 - 1918 - MÉXICO - Marinha e exército dos Estados Unidos invadem o território mexicano e interferem na luta contra nacionalistas.

1915 - 1934 - HAITI- Tropas americanas desembarcam no Haiti, em 28 de Julho, e transformam o país numa colónia americana, permanecendo lá durante 19 anos.

1916 - 1924 - REPÚBLICA DOMINICANA - Os EUA invadem e estabelecem um governo militar na República Dominicana, em 29 de Novembro, ocupando o país durante oito anos.

1917 - 1933 - CUBA - Tropas americanas desembarcam em Cuba, e transformam o país num protetorado económico americano, permanecendo essa ocupação durante 16 anos.

1918 - 1922 - RÚSSIA - Marinha e tropas americanas enviadas para combater a revolução Bolchevista. O Exército realizou cinco desembarques, sendo derrotado pelos russos em todos eles.

1919 - HONDURAS - Fuzileiros norte-americanos desembarcam e invadem mais uma vez o país durante as eleições, colocando no poder um governo ao seu serviço.

1918 - JUGOSLÁVIA - Tropas dos Estados Unidos invadem a Jugoslávia e intervêm ao lado da Itália contra os sérvios na Dalmácia.

1920 - GUATEMALA - Tropas americanas invadem e ocupam o país durante greve operária do povo da Guatemala.

1922 - TURQUIA - Tropas norte-americanas invadem e combatem nacionalistas turcos em Esmirna.

1922 - 1927 - CHINA - Marinha e Exército americano mais uma vez invadem a China durante revolta nacionalista.

1924 - 1925 - HONDURAS - Tropas dos Estados Unidos desembarcam e invadem Honduras duas vezes durante a eleição nacional.

1925 - PANAMÁ - Tropas americanas invadem o Panamá para debelar a greve geral dos trabalhadores panamianos.

1927 - 1934 - CHINA - Mil fuzileiros americanos desembarcam na China durante a guerra civil local e permanecem durante sete anos, ocupando o território chinês.

1932 - EL SALVADOR - Navios de Guerra dos Estados Unidos são deslocados durante a revolução das Forças do Movimento de Libertação Nacional - FMLN - comandadas por Marti.

1939 - 1945 - SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - Os EUA declaram guerra ao Japão em 8 de Dezembro de 1941 e depois à Alemanha e Itália, invadindo o Norte da África, a Ásia e a Europa, culminando com o lançamento das bombas atómicas sobre as cidades desmilitarizadas de Iroshima e Nagasaki.

1946 - IRÃO - A Marinha americana ameaça usar artefatos nucleares contra tropas soviéticas caso as mesmas não abandonem a fronteira norte do Irão.

1946 - JUGOSLÁVIA - A presença da marinha americana ameaçando invadir a zona costeira da Jugoslávia em resposta a um avião espião dos Estados Unidos abatido pelos soviéticos.

1947 - 1949 - GRÉCIA - Operação de invasão de Comandos dos EUA garantem vitória da extrema direita nas "eleições" do povo grego.

1947 - VENEZUELA - Num acordo feito com militares locais, os EUA invadem e derrubam o presidente eleito Rómulo Gallegos, como castigo por ter aumentado o preço do petróleo exportado, colocando um ditador no poder.

1948 - 1949 - CHINA - Fuzileiros americanos invadem pela ultima vez o território chinês para evacuar cidadãos americanos antes da vitória comunista.

1950 - PORTO RICO - Comandos militares dos Estados Unidos ajudam a esmagar a revolução pela independência de Porto Rico, em Ponce.

1951 - 1953 - COREIA - Início do conflito entre a República Democrática da Coreia (Norte) e República da Coreia (Sul), na qual cerca de 3 milhões de pessoas morreram. Os Estados Unidos são um dos principais protagonistas da invasão usando como pano de fundo a recém criada Nações Unidas, ao lado dos sul-coreanos. A guerra termina em Julho de 1953 sem vencedores e com dois estados polarizados: comunistas ao Norte e um governo pró-americano no Sul. Os EUA perderam 33 mil homens e mantém até hoje uma base militar e aero-naval na Coreia do Sul.

1954 - GUATEMALA - Comandos americanos, sob controlo da CIA, derrubam o presidente Arbenz, democraticamente eleito, e impõem uma ditadura militar no país. Jacobo Arbenz havia nacionalizado a empresa United Fruit e impulsionado a Reforma Agrária.

1956 - EGITO - O presidente Nasser nacionaliza o canal de Suez. Tropas americanas envolvem-se durante os combates no Canal de Suez sustentados pela Sexta Frota dos EUA. As forças egípcias obrigam a coalizão franco-israelita-britânica, a retirar-se do canal.

1958 - LÍBANO - Forças da Marinha americana invadem e apoiam o exército de ocupação do Líbano durante a sua guerra civil.

1958 - PANAMÁ - Tropas dos Estados Unidos invadem e combatem manifestantes nacionalistas panamianos.

1961 - 1975 - VIETNAME. Aliados ao sul-vietnamitas, o governo americano invade o Vietname e tenta impedir, sem sucesso, a formação de um estado comunista, unindo o Sul e o Norte do país. Inicialmente a participação americana restringe-se à ajuda económica e militar (conselheiros e material bélico). Em Agosto de 1964, o congresso americano autoriza o presidente a lançar os EUA em guerra. Os Estados Unidos deixam de ser simples consultores do exército do Vietname do Sul e entram num conflito traumático, que afetaria toda a política militar dali para a frente. A morte de quase 60 mil jovens americanos e a humilhação imposta pela derrota do Sul em 1975, dois anos depois da retirada dos Estados Unidos, moldou a estratégia futura de evitar guerras que impusessem um custo muito alto de vidas americanas e nas quais houvesse inimigos difíceis de derrotar de forma convencional, como os vietcongues e as suas tácticas de guerrilhas.

1962 - LAOS - Militares americanos invadem e ocupam o Laos durante guerra civil contra guerrilhas do Pathet Lao.

1964 - PANAMÁ - Militares americanos invadiram mais uma vez o Panamá e mataram 20 estudantes, ao reprimirem a manifestação em que os jovens queriam trocar, na zona do canal, a bandeira americana pela bandeira e seu país.

1965 - 1966 - REPÚBLICA DOMINICANA - Trinta mil fuzileiros e pára-quedistas norte americanos desembarcaram na capital do país, São Domingo, para impedir os nacionalistas panamianos de chegarem ao poder. A CIA conduz Joaquín Balaguer à presidência, consumando um golpe de estado que depôs o presidente eleito Juan Bosch. O país já fora ocupado pelos americanos de 1916 a 1924.

1966 - 1967 - GUATEMALA - Boinas Verdes e marines americanos invadem o país para combater movimento revolucionário contrario aos interesses económicos do capital americano.

1969 - 1975 - CAMBODJA - Militares americanos enviados depois que a Guerra do Vietname invadem e ocupam o Cambodja.

1971 - 1975 - LAOS - EUA dirigem a invasão sul-vietnamita bombardeando o território do vizinho Laos, justificando que o país apoiava o povo vietnamita na sua luta contra a invasão americana.

1975 - CAMBODJA - 28 marines americanos são mortos na tentativa de resgatar a tripulação do petroleiro norte-americano Mayaquez.

1980 - IRÃO - Na inauguração do estado islâmico formado pelo Aiatolá Khomeini, estudantes que haviam participado da Revolução Islâmica do Irão ocuparam a embaixada americana em Teerão e fizeram 60 reféns. O governo americano preparou uma operação militar surpresa para executar o resgate, frustrada por tempestades de areia e falhas em equipamentos. No meio à frustrada operação, oito militares americanos morreram no choque entre um helicóptero e um avião. Os reféns só seriam libertados um ano depois do sequestro, o que enfraqueceu o então presidente Jimmy Carter e elegeu Ronald Reagan, que conseguiu aprovar o maior orçamento militar em época de paz até então.*

1982 - 1984 - LÍBANO - Os Estados Unidos invadiram o Líbano e envolveram-se nos conflitos do Líbano logo após a invasão do país por Israel - e acabaram envolvidos na guerra civil que dividiu o país. Em 1980, os americanos supervisionaram a retirada da Organização pela Libertação da Palestina de Beirute. Na segunda intervenção, 1.800 soldados integraram uma força conjunta de vários países, que deveriam restaurar a ordem após o massacre de refugiados palestinos por libaneses aliados a Israel. O custo para os americanos foi a morte 241 fuzileiros navais, quando os libaneses explodiram um carro bomba perto de um quartel das forças americanas.

1983 - 1984 - ILHA DE GRANADA - Após um bloqueio económico de quatro anos a CIA coordena esforços que resultam no assassinato do 1º-Ministro Maurice Bishop. Seguindo a política de intervenção externa de Ronald Reagan, os Estados Unidos invadiram a ilha caribenha de Granada alegando prestar protecção a 600 estudantes americanos que estavam no país, as tropas eliminaram a influência de Cuba e da União Soviética sobre a política da ilha.

1983 - 1989 - HONDURAS - Tropas americanas enviadas para construir bases em regiões próximas à fronteira, invadem as Honduras.

1986 - BOLÍVIA - O Exército americano invade o território boliviano com a justificação de auxiliar tropas bolivianas em incursões nas áreas de cocaína.

1989 - ILHAS VIRGENS - Tropas americanas desembarcam e invadem as ilhas durante a revolta do povo do país contra o governo pró-americano.

1989 - PANAMÁ - Baptizada de Operação Causa Justa, a intervenção americana no Panamá foi provavelmente a maior batida policial de todos os tempos: 27 mil soldados ocuparam o istmo para prender o presidente panamiano, Manuel Noriega, antigo ditador aliado do governo americano. Os Estados Unidos justificaram a operação como sendo fundamental para proteger o Canal do Panamá, defender 35 mil americanos que viviam no país, promover a democracia e interromper o tráfico de drogas, que teria em Noriega seu líder na América Central. O ex-presidente cumpre prisão perpétua nos Estados Unidos.

1990 - LIBÉRIA - Tropas americanas invadem a Libéria justificando a evacuação de estrangeiros durante guerra civil.

1990 - 1991 - IRAQUE - Após a invasão do Kuwait pelo Iraque, em 2 de Agosto de 1990, os Estados Unidos com o apoio dos seus aliados da OTAN, decidem impor um embargo económico ao país, seguido de uma coalizão anti-Iraque (reunindo além dos países europeus membros da OTAN, o Egipto e outros países árabes) que ganhou o título de "Operação Tempestade no Deserto". As hostilidades começaram em 16 de Janeiro de 1991, um dia depois do fim do prazo dado ao Iraque para retirar as tropas do Kuwait. Para expulsar as forças iraquianas do Kuwait, o então presidente George Bush destacou mais de 500 mil soldados americanos para a Guerra do Golfo.

1990 - 1991 - ARÁBIA SAUDITA - Tropas americanas destacadas para ocupar a Arábia Saudita que era base militar na guerra contra Iraque.

1992 - 1994 - SOMÁLIA - Tropas americanas, num total de 25 mil soldados, invadem a Somália como parte de uma missão da ONU para distribuir mantimentos à população esfomeada. Em Dezembro, forças militares norte-americanas (comando Delta e Rangers) chegam à Somália para intervir numa guerra entre as facções do então presidente Ali Mahdi Muhammad e tropas do general rebelde Farah Aidib. Sofrem uma fragorosa derrota militar nas ruas da capital do país.

1993 - IRAQUE - No início do governo Clinton, é lançado um ataque contra instalações militares iraquianas, em retaliação a um suposto atentado, não concretizado, contra o ex-presidente Bush, em visita ao Kuwait.

1994 - 1999 - HAITI - Enviadas pelo presidente Bill Clinton, tropas americanas ocuparam o Haiti com justificação de devolver o poder ao presidente eleito Jean-Betrand Aristide, derrubado por um golpe, mas o que a operação visava era evitar que o conflito interno provocasse uma onda de refugiados haitianos nos Estados Unidos.

1996 - 1997 - ZAIRE (EX-REPÚBLICA DO CONGO) - Fuzileiros Navais americanos são enviados para invadir a área dos campos de refugiados Hutus onde a revolução congolesa iniciou. Os Marines evacuam civis?

1997 - LIBÉRIA - Tropas dos Estados Unidos invadem a Libéria justificando a necessidade de evacuar estrangeiros durante guerra civil sob fogo dos rebeldes.

1997 - ALBÂNIA - Tropas americanas invadem a Albânia para evacuarem estrangeiros.

2000 - COLÔMBIA - Marines e "assessores especiais" dos EUA iniciam o Plano Colômbia, que inclui o bombardeamento da floresta com um fungo transgénico fusarium axyporum (o "gás verde").

2001 - AFEGANISTÃO - Os EUA bombardeiam várias cidades afegãs, em resposta ao ataque terrorista ao World Trade Center, em 11 de Setembro de 2001. Invadem depois o Afeganistão onde estão até hoje.

2003 - IRAQUE - Sob a alegação de Saddam Hussein esconder armas de destruição e financiar terroristas, os EUA iniciam intensos ataques ao Iraque. É baptizada pelos EUA de "Operação Liberdade do Iraque" e por Saddam de "A Última Batalha", a guerra começa com o apoio apenas da Grã-Bretanha, sem o endosso da ONU e sob protestos de manifestantes e de governos no mundo inteiro. As forças invasoras americanas até hoje estão no território iraquiano, onde a violência aumentou mais do que nunca.

Na América Latina, África e Ásia, os Estados Unidos invadiam países ou para depor governos democraticamente eleitos pelo povo, ou para dar apoio a ditaduras criadas e montadas pelos Estados Unidos, tudo em nome da "democracia" (deles)...
 
Aliás como fizeram recentemente nas Honduras.

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