Pedro Pacheco
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« Responder #11 em: Junho 17, 2010, 12:04:06 » |
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Sou tão profundamente estúpido como estupidamente reduzido à condição de assim nascido.
Tremem nas coordenadas os professores à simples assunção de responsabilidade política.
Tremem as canetas dos bancários à simples sugestão de escalpe dos seus serviços.
Como se àqueles se lhes desdourasse a profissão.
Como se aos últimos se lhes acabasse o que fazer!
Bando burguês a arruçar a sorte a ver se o cão outro morda a seu favor.
Camaradas bancários?
Camaradas professores?
Estão nas parcelas dos quintais adentro muros: crendo assim estarem mais seguros? crendo sós o fim dos muros? labutando duro a sonegação do pão?
Não às células a tomar o pulso? a tomar a pulso? a ir ao terreiro do sonho? a ir a terreiro ao sonho?
Greve geral: a furar o cerco, a descobrir o outro, a acreditar em si!
Pedro
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Pedro Pacheco
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« Responder #10 em: Fevereiro 23, 2010, 10:25:18 » |
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Muita parra e pouca uva?
Semeei favas, camarada Nuno Cardoso da Silva. Semeei favas há trinta dias. Mas as favas, camarada, ainda não deram grão. Na lógica Eta, preconizada também pelo camarada, terei de arranjar maneira de infiltrar no organismo dessas ainda pequeninas plantas qualquer coisa que as faça fazer o seco grão que tão pressurosamente delas pretendo.
Mas como as palavras, camarada, como virtuais que são, correm-me elas nas mãos a dizer que, camarada, já é verão. Castanhas estão as hastes e as vagens secas estão. Terei de arranjar maneira, camarada, de juntar mais quem me dê a mão, para que a chuva as não estrague e a colheita fique a salvo, camarada, bem guardado o grão.
Pedro
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porto santo
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« Responder #9 em: Fevereiro 14, 2010, 08:22:46 » |
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Uma célula clandestina bem activa no seio de um dos principais bancos podia iniciar um trabalho de sapa que acabaria por derrubar as administrações dominadas pelo capital. Não se conseguem encontrar cinco dos nossos dentro de nenhum desses bancos? E se não há não é possível infiltrá-los? Vamos a isso!!!! Porto Santo.
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Nuno Cardoso da Silva
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« Responder #8 em: Fevereiro 13, 2010, 10:10:25 » |
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Muita parra e pouca uva. Centenas de comunicados não substituem uma única acção de solidariedade no terreno, com aqueles que vão perdendo os seus empregos.
Por outro lado, a banca é o fulcro do poder capitalista e por isso nós devíamos estar a actuar no seu seio, para provocar uma tomada de controlo dessa actividade por parte dos seus trabalhadores. Sem a banca o capitalismo fica sem meios para controlar a economia e o poder político. Pois ainda não vi nada feito no sentido de atacar esse calcanhar de Aquiles do capitalismo. E talvez nem fosse muito dificil. Uma célula clandestina bem activa no seio de um dos principais bancos podia iniciar um trabalho de sapa que acabaria por derrubar as administrações dominadas pelo capital. Não se conseguem encontrar cinco dos nossos dentro de nenhum desses bancos? E se não há não é possível infiltrá-los?
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porto santo
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« Responder #7 em: Janeiro 24, 2010, 05:10:04 » |
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O camarada pedro Pacheco coloca bem as questões sobre o tema em epígrafe, principalmente quando termina assim... O nariz tiramos! É só ver os rios de tinta e as nuvens de ondas electromagnéticas diariamente entre nós, e, se se quiser num contexto mais restrito, basta abrir alguns blogues ou o fórum de discussão do PCTP/MRPP! Está é a preclaridade da(s) interpretação(ões) muito aquém das expectativas da(s) enunciação(ões) e estão perplexos, muitos, na acção. É isso mesmo, como diz o povo da discussão nasce a luz, mas não basta é necessário estudar, estudar e mais estudar, porque senão o dogmatismo vence a teoria e a prática do que os marxistas reivindicam como seu, a dialéctica marxista, a ciência que só ela poderá transformar este mundo em vivemos, numa sociedade sem explorados e oprimidos. Porto santo.
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Pedro Pacheco
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« Responder #6 em: Janeiro 24, 2010, 12:39:08 » |
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“A designação "marxista-leninista", que devia ser apenas um fio condutor, tornou-se num dogma que ninguém ousa contestar.”
O fio condutor tornou-se num dogma ou o dogma surge pela perda do fio condutor? E ainda: é a “designação” de marxista-leninista que é o fio condutor ou é o desvelo do marxismo-leninismo e a curiosidade e compreensão revolucionárias o fio condutor dos comunistas?
“O que Marx, ou Lenine ou até Estaline disseram ou fizeram, não pode ser criticado, quando o que nos devia conduzir são os valores que eles defenderam e os objectivos que foram seus e são hoje nossos.”
São valores ou são evidências aquilo que de mais forte nos legaram?
“Marx foi brilhante na análise que fez do capitalismo e das causas da opressão que ainda hoje nos aflige. Lenine foi brilhante na adaptação dos princípios socialistas a uma sociedade que não estava preparada para os promover. Temos muito que aprender com o que um e outro pensaram, disseram e fizeram. Mas nós sabemos mais do que eles. A desmontagem do capitalismo que nós hoje podemos fazer, é muito mais detalhada e precisa do que a que Marx podia fazer.”
Não é o que observo!
“Há combates a desenrolarem-se à nossa volta, e nós mal tiramos o nariz da toca. Estamos à espera de ver reproduzidas as condições de 1920 para agir, e assim perdemos as oportunidades que 2010 nos proporciona.”
O nariz tiramos! É só ver os rios de tinta e as nuvens de ondas electromagnéticas diariamente entre nós, e, se se quiser num contexto mais restrito, basta abrir alguns blogues ou o fórum de discussão do PCTP/MRPP! Está é a preclaridade da(s) interpretação(ões) muito aquém das expectativas da(s) enunciação(ões) e estão perplexos, muitos, na acção.
Pedro
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« Última modificação: Janeiro 24, 2010, 12:41:32 por Pedro Pacheco »
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porto santo
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« Responder #5 em: Dezembro 30, 2009, 09:34:57 » |
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Caro camarada, o problema não é a timidez, pelo menos da minha parte, mas os princípios sobre o que se rege ou deve se reger os marxistas. O dogmatismo, é o contrário à dialéctica marxista, por isso, plenamente de acordo. Por isso todas as criticas são possíveis aos acontecimentos, mas não podemos faze-las sem reflectir e analisá-las quanto a altura dos ditos acontecimentos, se seria possível fazer diferente, e isso é fundamental para uma analise correcta e objectiva, sob o ponto de vista marxista. Estamos à espera de ver reproduzidas as condições de 1920 para agir, e assim perdemos as oportunidades que 2010 nos proporciona. De acordo, os princípios devem ser aplicados conforme as condições objectivas e subjectivas de momento e de um determinado país. Por isso quando discordo de si camarada, fundamentalmente é sobre as estratégicas a ser aplicadas, já agora aproveitando a analogia do comboio, qual o meio de transporte ferroviário adequado a ser utilizado, o TGV ou uma automotora… Porto Santo.
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Nuno Cardoso da Silva
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« Responder #4 em: Dezembro 30, 2009, 03:03:57 » |
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Caro Porto Santo,
Quando me juntei a todos vós no PCTP/MRPP foi porque achei que os meus companheiros de caminho tinham de ser - como vós sois - pessoas de princípios que nunca os comprometem em nome de expedientes. Os comentáros que tenho vindo a fazer ao longo do tempo, são apenas devidos a uma preocupação que ainda não perdi. Os meus companheiros são, por um lado, demasiado tímidos e, por outro, demasiado constrangidos por opiniões que acham não poder ser contestadas. A designação "marxista-leninista", que devia ser apenas um fio condutor, tornou-se num dogma que ninguém ousa contestar. O que Marx, ou Lenine ou até Estaline disseram ou fizeram, não pode ser criticado, quando o que nos devia conduzir são os valores que eles defenderam e os objectivos que foram seus e são hoje nossos. Marx foi brilhante na análise que fez do capitalismo e das causas da opressão que ainda hoje nos aflige. Lenine foi brilhante na adaptação dos princípios socialistas a uma sociedade que não estava preparada para os promover. Temos muito que aprender com o que um e outro pensaram, disseram e fizeram. Mas nós sabemos mais do que eles. A desmontagem do capitalismo que nós hoje podemos fazer, é muito mais detalhada e precisa do que a que Marx podia fazer. Com o que hoje sabemos podemos ser muito mais eficazes no combate à exploração e à injustiça do que Lenine podia ser. Mas para isso não podemos ficar reduzidos a uma cega admiração pelo que ele fez. É como se insistíssemos em usar máquinas a vapor, apesar de já termos máquinas muito mais eficientes, utilizando outras formas de energia, apenas porque Lenine só usou máquinas a vapor. Talvez nos devêssemos interrogar sobre o que Lenine teria feito se vivesse numa sociedade como a nossa, e talvez chegássemos à conclusão que ele não faria nada como fez na década de 20. Ele tinha limitações que nós não temos, assim como teve oportunidades que nós dificilmente repetiremos. Por isso acho que somos demasiado tímidos. Há combates a desenrolarem-se à nossa volta, e nós mal tiramos o nariz da toca. Estamos à espera de ver reproduzidas as condições de 1920 para agir, e assim perdemos as oportunidades que 2010 nos proporciona.
Espero que me perdoem este desabafo, mas a intenção é boa.
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porto santo
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« Responder #3 em: Dezembro 30, 2009, 01:44:42 » |
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Acho interessante a analogia do comboio,por isso mesmo, digo, apanhando o mesmo comboio, não se pode aferir disso que temos o mesmo destino, em primeiro lugar.
Em segundo lugar, o comboio tem apeadeiros, aí concordo, é necessário ir por fases, reabastecermos de água, se fosse um comboio a vapor, mas não podemos ficar pelo caminho, porque senão perdemos de vista o nosso destino.
Em terceiro lugar contentarmos com pouco, não nos deve servir, mesmo que em altura não nos seja favorável, comermos uma sandes, naturalmente, mas ficar por essa sandes, é que já não concordo.
E meu caro, o revisisonismo é quando queremos ficar pelo caminho, quanto baste...que não parece ser o seu caso, meu também não.
Saudações, Porto Santo.
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Nuno Cardoso da Silva
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« Responder #2 em: Dezembro 29, 2009, 03:46:28 » |
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É o problema - de facto já abordado várias vezes - do fundo ou da forma. Eu não estou contente com a forma que a Europa vem assumindo, mas defendo a questão de fundo, ou seja, que a Europa deve ser construída. Alguns acham que enquanto a forma não for a que queremos, não devemos tentar construir a unidade europeia. Eu acho que essa unidade é importante, mesmo quando a forma me desagrada. Até porque se poderá, mais tarde, alterar a forma. Por isso prefiro o Tratado de Lisboa ao Tratado de Nice, ainda que preferisse outro tipo de tratado. Mas como não estou em posição de impor as mudanças que desejaria, vou-me contentando com alterações que reforçam o poder do Parlamento Europeu.
É como se duas pessoas quisessem ir de boleia de Lisboa ao Porto e uma só aceitasse uma boleia que o levasse sem parar ao destino. Não sendo tal possível preferia ficar encalhado em Lisboa. A outra estava disposta a aceitar uma boleia até Torres Vedras, esperando aí encontrar outra que o levasse a Leiria, e depois outra até Aveiro, e finalmente uma última até ao Porto. A primeira pessoa podia nunca chegar ao seu destino, a outra chegaria, ainda que por etapas. Alguns acharão que a segunda pessoa é um revisionista, mas o que interessa é o resultado final, não é?...
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porto santo
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« Responder #1 em: Dezembro 29, 2009, 12:56:27 » |
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Meu caro, não existe nenhuma tara sobre isto, aliás já respondido várias vezes, em vários tópicos. Mas vamos às questões...
Estamos nesta Europa, mas não é nossa.
Esta Europa não une os povos, porque representa o capital, ao contrário da Europa que nós pretendemos, uma Europa dos povos, essa sim a Europa que unirá os povos futuramente.
Estamos integrados nesta Europa não porque o desejamos, nunca nos perguntaram, mas sair agora seria um erro estratégico, porque a melhor forma de unirmos aos trabalhadores é unir as suas lutas, contra o capitalismo, tendo como prespectiva derrubá-lo e a sua Europa.
Por isso o problema não é se somos culturalmente semelhantes ou a nossa matriz de valores é a mesma, mas sim que Europa pretendemos e como construí-la.
Porto Santo.
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Nuno Cardoso da Silva
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« em: Dezembro 29, 2009, 12:26:41 » |
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Neste forum, e no nosso partido, há uma tendência para criticar a construção europeia, para lá das taras que ela não pode deixar de ter, sendo construída segundo o modelo capitalista.
Mas parece-me que deveríamos repensar esta nossa fobia. A Europa representa uma civilização, distinta das outras civilizações existentes no nosso planeta, e que muito poderia contribuir para a melhoria da situação no mundo, sobretudo se conseguir contrariar as tendência hegemónicas da América e da China, e a agressividade sobretudo da primeira. A Europa faz sentido e deve ser construída, mesmo se o modelo utilizado é muito diferente do que preferiríamos.
Apesar das diferenças visíveis entre os povos europeus, o facto é que partilhamos uma matriz de valores muito semelhante e falamos - em grande maioria - línguas afins, derivadas do sânscrito (chamadas línguas indo-europeias). Na nossa diversidade, não somos mais diferentes que os povos que criaram a União Indiana, ou os povos que criaram a China. Temos é de aprender a dar mais peso ao muito que nos une, e não tanto ao que nos divide. O que não podemos é manter um espírito quase tribal, que nos coloca em antagonismo com povos que só superficialmente se diferenciam de nós. O mundo - e nós todos - precisamos de uma Europa unida, mas não uniforme. Acho que vale a pena ajudarmos a construi-la.
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