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LINHA SINDICAL LUTA! UNIDADE! VITÓRIA!
AVANÇAR
PARA A GREVE
GERAL NACIONAL!
A gravíssima crise económica, social
e ambiental que está a varrer o planeta, que está literalmente a matar milhões
de pessoas à fome e que está a converter o mundo num imenso barril de pólvora
prestes a explodir, tem por base uma circunstância bem simples: o controlo
total da economia mundial por uma oligarquia composta por duas ou três dezenas
de grandes bancos e instituições financeiras, aos quais se encontram associados
não mais que uma centena de grandes grupos empresariais.
Apoiando-se no poder político e militar dos
Estados onde têm a principal base de acção, aquele punhado de grupos
capitalistas disputa-se ferozmente entre si para açambarcar lucros e
mais-valias, sem qualquer espécie de consideração pela vida e pela
sobrevivência dos povos e nações, sobretudo os dos países que são dominados
pelo poder económico e militar das grandes potências imperialistas, à cabeça
das quais se encontram os Estados Unidos da América, mas que incluem também,
entre outras potências de segunda ordem, o directório de quatro ou cinco
governos que efectivamente mandam na União Europeia.
O governo do engº. Sócrates é, em Portugal, um simples
peão de brega da oligarquia financeira mundial e das grandes potências
capitalistas. É um governo com carne de obedecer, apenas movido pela ambição
que os seus membros e respectivo séquito de lacaios alimentam de virem a
receber mais recompensas e sinecuras pelos serviços prestados ao grande
capital.
Esta condição de agente do grande capital e de máquina
repressora cripto-fascista contra os trabalhadores e o povo português, foi
sempre a imagem de marca do governo de direita de Sócrates. Há muito que este
governo devia ter sido forçado a demitir-se, e inúmeras foram, durante os
últimos três anos, as ocasiões para que a mobilização e a indignação populares
impusessem uma tal demissão.
Nunca, desde o regime fascista, existiu um governo tão
odiado pelas massas populares, e nunca um governo do grande capital deveu tanto
a sua sobrevivência à inacção e à cumplicidade da “oposição” parlamentar e das
principais organizações sindicais. O acordo recentemente celebrado entre o
Ministério da Educação e a chamada Plataforma Sindical dos professores, foi
apenas o último de uma série de episódios de traição, graças aos quais o
governo Sócrates pode ainda manter-se em funções e pôr em prática as suas
políticas anti-operárias e anti-populares.
É por força desta atitude de
capitulação que o governo Sócrates se abalança agora, de novo ao arrepio dos
seus compromissos eleitorais, a uma revisão do Código de Trabalho que consegue
ser ainda mais gravosa para os trabalhadores do que a actual versão, aprovada
pelo anterior governo PSD/CDS, já que, entre outras medidas celeradas, pretende
liberalizar totalmente os despedimentos, aumentar o horário de trabalho e
reduzir os salários nominais dos trabalhadores. Trata-se, como é bom de ver, de
uma tentativa desesperada de atirar sobre os trabalhadores todo o peso da
actual crise económica.
É muito importante que este novo ataque do governo
Sócrates seja derrotado, e há todas as condições para o fazer. A convocação de
uma greve geral nacional constitui
uma exigência inequívoca dos trabalhadores portugueses e deverá ser imposta às
centrais sindicais. Enquanto forma de luta, a greve geral nacional não deve
temer (pois não há nada a temer!) proclamar bem alto a exigência do derrube do actual executivo de direita,
enquanto primeiro passo político imprescindível para vencer a presente crise!
Querer deixar para as próximas eleições legislativas a
derrota do governo Sócrates é a melhor maneira de garantir que um outro governo
semelhante venha prosseguir a mesma política do actual. Ir por esse caminho é
agravar a crise.
Com a sua luta
os trabalhadores têm tudo a ganhar. É no quadro de um combate firme e dos
êxitos conseguidos nesse combate que se podem abrir perspectivas e caminhos
para ultrapassar a crise e para construir uma sociedade nova, sem exploração
nem opressão do homem pelo homem.
Em todo o lado e em toda a parte, todos à luta!
ABAIXO O NOVO CÓDIGO DO TRABALHO!
ABAIXO O GOVERNO SÓCRATES!
SÓ OS TRABALHADORES PODEM VENCER A CRISE!
Lisboa, 2 de Junho de 2008